27 julho 2016

004-O Testemunho de Estêvão - Atos dos Apóstolos Lição 04 [Pb Denilson Lemes]26jul2016


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Lição 4: 
O Testemunho de Estêvão 

Texto Áureo: 
“E disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus” (At 7.56). 

Leitura Bíblica: Atos 7.47-57 

Introdução 
A morte de Estêvão revela o ápice da perseguição contra a igreja dentro de Jerusalém. A obra evangelística precisava avançar conforme Atos 1.8, e a perseguição seria o estopim para isso acontecer, pois, após a sua morte, todos foram dispersos para as terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos. 
O testemunho de Estêvão revela as características daquele que vai se envolver com tal obra – a evangelização do mundo perdido. 
Ele se mostra em tudo parecido com seu Mestre, como um verdadeiro discípulo deve ser. Observemos essas características nesta lição. 

I – Um Homem cujo Testemunho é o de um Autêntico Cristão (6.8-15) 
A obra da evangelização do mundo foi dada à igreja, representada na ocasião pelos discípulos (Mt 28.18- 20; Mc 16.15-20). 
E a ela o Senhor outorgou do Seu poder; era Ele, através da igreja, operando os milagres e maravilhas. 
Então os discípulos eram os Seus representantes e, como tais, deveriam agir de acordo. Nesse contexto, Estêvão demonstra estar revestido desse poder e, portanto, legitimado. Estêvão revestido dessa incumbência, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes maravilhas entre o povo e, como consequência, a palavra de Deus crescia, como também o número dos discípulos. 
Mas tudo isso provoca um efeito colateral: a inveja dos inimigos da obra. Estes disputavam com Estêvão, porém não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava. 
Então subornaram homens e apresentaram falsas testemunhas contra Estêvão, já que não conseguiam combater contra a verdade (2 Co 13.8). 
Realmente, Estêvão é parecido com o seu Mestre, pois tudo isso também fizeram com Jesus (Mt 26.59-61; Mc 14.55-59). 
Então é levado para diante do Sinédrio para se defender e a pergunta é semelhante à que fizeram a Jesus: “Porventura, é isto assim?” (At 7.1; Mt 26.62; Mc 14.60). 

II – Uma Pregação Esclarecedora (7.1-54) 
Mais importante que o conhecimento da história é a sua interpretação. A evangelização da igreja primitiva foi marcada por pregações que traziam o verdadeiro conhecimento da vontade de Deus para o povo, e Estêvão não foge à regra. 
Começando por Abrão, José, e como Deus apareceu a Moisés e revelou o Seu plano de ter um povo em pleno deserto, e como foi o comportamento desse povo em relação à revelação do Seu plano, fazendo para si um bezerro de ouro. 
E, por causa da idolatria, seriam transportados para além de Babilônia. Estava entre os pais no deserto o Tabernáculo, que entra na terra prometida através de Josué, até aos dias de Davi, que resolve achar tabernáculo para o Deus de Jacó e Salomão lhe edificou casa. 
Mas o Altíssimo não habita em casa feita por mãos de homens (Is 66.1). Mostra através das Escrituras que o que estava acontecendo em Jerusalém não era novo. 
A oposição aos planos de Deus já ocorrera nos dias dos patriarcas, e tudo por conta de um coração duro (v. 51). 
Estêvão aponta que aqueles homens conheciam muito bem a história, mas estavam longe do verdadeiro entendimento (Mt 22.29; Os 4.6). 
E esclarece que, assim como foi no passado, estava acontecendo no presente. Então os homens, ouvindo isto, enfureceram-se em seus corações e rangeram os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, vê a glória de Deus e Jesus em pé à direita de Deus. 
E aqueles homens gritaram, taparam os ouvidos e arremeteram unânimes contra ele. 

III – Cumprimento do Propósito de Deus (8.1-4) 
Cumpre-se o propósito de Deus na vida de Estêvão, que tem um dos ministérios mais curtos da história da igreja e é o primeiro mártir. 
A vida e testemunho desse discípulo não podem ser analisados à parte do plano geral de Deus. Isoladamente, parecia uma perda para o Reino de Deus, porém, dentro do contexto geral, era a continuidade de Atos 1.8, pois, a partir desse fato, os discípulos são perseguidos e saem de Jerusalém para toda a Judeia e Samaria. 
Para os perseguidores, foi uma tentativa frustrada de barrar o crescimento da igreja; para Deus, uma ferramenta poderosa para o avanço do evangelho por todas aquelas terras. Segue-se ainda o exemplo de Cristo que, pendurado no madeiro, parecia o fim, mas na realidade era o cumprimento das Escrituras e, portanto, o início de uma grande obra. “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (Jo 13.32). 

Conclusão 
Através do testemunho de Estêvão, fica a lição para o verdadeiro discípulo: que pregue a palavra e veja o resultado no mundo espiritual e o efeito colateral no físico. 
Neste, perseguição e deturpação da verdade como desde princípio e até ao fim (Gn 3.16); naquele, o avanço maravilhoso da obra de Deus (2 Tm 4.2-5).

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13 julho 2016

003-A Vida Cotidiana da Igreja Primitiva - Atos dos Apóstolos Lição 03 [Pr Afonso Chaves]12jul2016



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Lição 3: 
A Vida Cotidiana da Igreja Primitiva

Texto Áureo: 
“E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (At 4.31)

Leitura Bíblica: Atos 3.1-10

Introdução
Após descrever o derramar do Espírito em Jerusalém nos dias de Pentecostes (capítulo 2), o autor de Atos dos Apóstolos direciona sua narração para os aspectos da vida cotidiana da igreja primitiva (capítulos 3 e 4).
Esta lição não pretende tratar de todos os detalhes apresentados nos textos selecionados, mas apenas destacar o modo de viver dos primeiros cristãos, suas perseguições ainda em Jerusalém e o seu engajamento na proclamação do evangelho.

I – Sinais e maravilhas (3.1-26)
Os apóstolos realizavam muitos sinais e maravilhas (At 2.43). Neste tópico estudaremos um desses milagres, a saber, a cura de um homem paralítico. Este milagre ocorreu na porta do templo em Jerusalém e teve como protagonistas os apóstolos Pedro e João, que foram orar no templo (“subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona”).
Ao ser interpelado pelo paralítico, Pedro lhe responde: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”. Em seguida, o homem começou a andar e glorificar a Deus, deixando os presentes admirados (vv. 1-10).
Pedro aproveitou a oportunidade e se dirigiu a multidão esclarecendo que o ocorrido não foi devido a “nossa própria virtude ou santidade”, ou seja, não foi obra humana, mas sim, o poder de Deus, pela invocação do nome de Jesus.
Em suma, Jesus foi quem restaurou a saúde do homem (vv. 11-16).
Pedro fundamentou seu sermão nas promessas contidas nas Escrituras. O Deus da Aliança glorificou seu Filho Jesus, a quem os judeus crucificaram, por ignorância, não entendendo que Ele era o Messias prometido; Sua morte e ressurreição foram anunciadas pela “boca de todos os seus santos profetas”.
Moisés profetizou acerca dEle, como o enviado de Deus (“levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim”). E todos os profetas, desde Samuel, anunciaram a Sua vinda. Além disso, Jesus foi enviado primeiramente para salvação dos judeus. Por fim, conclamou-os ao arrependimento e à fé (vv. 17-26).

II – As primeiras perseguições (4.1-23)
As autoridades do templo, em particular os saduceus, ficaram incomodadas com o fato de Pedro e João ensinarem ao povo, e com aquilo que eles ensinavam – a ressurreição em Jesus.
Em decorrência disto, Pedro e João são presos. Mas o importante não é a prisão dos apóstolos, e sim, o efeito de seus ensinamentos, uma vez que a igreja continuava a crescer (2 Tm 2.9).
Certamente Deus realizou o milagre para trazer a multidão a Cristo após ouvir o sermão: “dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil” (vv. 1-4).
No dia seguinte, os membros do Sinédrio (a suprema corte de Israel) se reuniram para deliberar acerca dos apóstolos; mandaram trazê-los e os questionaram: “Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?”
Pedro, cheio do Espírito Santo e com ousadia, disse que ele e João haviam realizado uma boa ação em favor de um homem enfermo, e não podiam ser condenados por isto.
Acrescenta ainda que a fonte do poder curador e o nome pelo qual realizaram o milagre é “Jesus Cristo, o Nazareno”, a quem os judeus haviam crucificado, mas que Deus ressuscitara dos mortos. Ele é “a pedra rejeitada pelos homens” e “em nenhum outro há salvação” (vv. 5-12).
Notando a coragem de Pedro e João, e sabendo que eram homens comuns e indoutos, os principais dos sacerdotes e anciãos ficaram maravilhados e reconheceram que eles foram discípulos de Jesus (cf. Lc 21.15); consideraram-se incapazes de fazer alguma coisa, pois tinham diante de si a evidência incontestável do milagre – o homem curado.
Assim, chegaram à conclusão de que Pedro e João deviam ser advertidos para que “não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus”, mas eles responderam dizendo: “Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido”; e, assim, foram liberados (vv. 13-23).

III – A oração que move os céus (4.24-31)
Durante a prisão e o julgamento de Pedro e João, a igreja se encontrava em contínua oração. Oravam pela segurança dos apóstolos, por intrepidez no falar e pela sua libertação.
Os que oravam, por fim recebem agora um relatório detalhado da parte dos próprios apóstolos.
Em mais uma oração, os apóstolos se dirigem a Deus como Soberano Senhor, reconhecendo-O como o Criador “do céu, da terra, do mar e de tudo o que neles há”; portanto, a vontade do homem nunca poderá frustrar os Seus planos.
Os inimigos de Deus até pensam que serão vitoriosos contra a Sua igreja, crucificam a Jesus e prendem os Seus apóstolos impunemente, mas suas ações são inúteis.
Os homens maus são instrumentos para cumprirem os desígnios de Deus (“para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer”).
Os apóstolos concluem a oração e pedem a Deus que “olhe para as suas ameaças e conceda aos seus servos que falem com toda a ousadia a sua palavra”; estão confiantes de que Deus não permitirá que Seu plano e propósito sejam frustrados pelas autoridades do povo judeu.
Após orarem, “moveu-se o lugar em que estavam reunidos”; o Espírito Santo veio como uma resposta à oração, encheu os que estavam presentes e todos passaram a proclamar as maravilhas e a palavra de Deus (vv. 24-31).

Conclusão
Na aula de hoje aprendemos que nada impede o avanço da igreja.
Que Deus deseja que Sua igreja seja obediente e que os homens devem louvá-lo pelo Seu poder e majestade.
E que o modo de viver dos primeiros cristãos (santificação) sirva de inspiração para os crentes em todos os tempos.

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06 julho 2016

002-O Derramar do Espírito Santo - Atos dos Apóstolos Lição 02 [Pr Afonso Chaves]05jul2016

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Lição 2: 
O Derramar do Espírito Santo 

Texto Áureo:
“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38)

Leitura Bíblica: Atos 2.1-13 

Introdução
Na lição anterior, estudamos as últimas recomendações de Jesus aos seus discípulos. Jesus ordenou-lhes que ficassem em Jerusalém, e esperassem a promessa do Espírito Santo, e, em seguida, testemunhassem a Sua ressurreição (“ser-me-eis testemunhas”).
Em resposta à ordem de Jesus, os discípulos voltaram a Jerusalém, e se reuniram no cenáculo, aguardando o cumprimento da promessa.
Hoje, trataremos dos fatos que ocorreram no dia de Pentecostes, e que abalaram a cidade de Jerusalém.
Comentaremos o derramar do Espírito Santo, a eficácia da mensagem de Pedro e os resultados obtidos de sua pregação, a maravilhosa colheita realizada pela igreja em Jerusalém.

I – O Cumprimento da Promessa (2.1-13) 
Lucas narra que o cumprimento da promessa, o derramar do Espírito Santo, se dá no dia da festa judaica da colheita, denominada como “Pentecostes”. Os discípulos do Senhor (cerca de 120 pessoas) estavam reunidos no cenáculo, em oração e súplicas.
De maneira inesperada, ouviu-se um som que vinha do céu, semelhante a “um vento veemente e impetuoso”, e os presentes viram “línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles”.
Em seguida, Lucas conclui: “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (vv. 1-4). No momento do ocorrido, estavam em Jerusalém judeus piedosos, vindos de inúmeras nações do mundo.
Ao ouvir o som da manifestação do Espírito Santo, uma multidão se ajuntou; estavam perplexos e maravilhados, sem entender o que estava acontecendo, pois “cada um os ouvia falar na sua própria língua” e “falavam das grandezas de Deus” (vv. 5-8, 11).
Lucas ressalta que as pessoas que testemunharam o derramar do Espírito Santo eram provenientes de quinze nações. Isto mostra que a salvação de Deus não estava restrita apenas à nação israelita, mas a oferta era também aos de longe (gentios), às nações do mundo pagão. Isto mostra que a missão dos discípulos, a proclamação do Evangelho, só estava começando e que alcançaria as extremidades da terra (vv. 9-13).

II – O Sermão do Apóstolo Pedro (2.14-36) 
Diante da admiração da multidão, e da incredulidade de alguns, o apóstolo Pedro tomou a palavra e esclareceu os ouvintes sobre o ocorrido.
Esses “homens não estão embriagados”, porém, recordou-os de que o derramar do Espírito Santo era o cumprimento da promessa que Deus fizera por intermédio do profeta Joel (Jl 2.28-32). Acrescenta ainda que a plenitude dos tempos chegara.
O derramar do Espírito capacitaria os discípulos a testemunhar de Jesus Cristo, a única verdade. E as bênçãos da salvação estariam à disposição de todos aqueles que invocassem o nome do Senhor (vv. 14-21).
Pedro ressalta ainda que a verdadeira mensagem da salvação é Jesus Cristo. Ele recebeu a aprovação de Deus e, por seu intermédio, Deus realizou milagres e maravilhas. O Filho de Deus cumpriu o propósito do Pai (desígnio e presciência), sendo obediente, se entregou à morte e suportou a cruz; porém, da Sua humilhação, Deus o ressuscitou dentre os mortos e O exaltou acima de todo o nome, sendo assim Senhor e Cristo (vv. 22-25).
Além dessas alegações, Pedro salienta as palavras do rei e patriarca Davi. Como profeta, ele anunciou o sofrimento, morte, ressurreição e exaltação aos céus de Jesus Cristo, o nosso Senhor; a esperança não só reservada a Israel, mas a toda a humanidade tem sua base nas Escrituras (vv. 25-36).

III – Os Frutos da Evangelização (2.37-47) 
Em decorrência das palavras de Pedro, os ouvintes creram em seus corações, e, arrependidos, indagaram aos apóstolos o que seria preciso fazer. Pedro disse ao público em Jerusalém: “arrependei-vos” – que fossem batizados em nome de Jesus Cristo, e então teriam o dom do Espírito Santo. Pedro acrescenta ainda que a promessa é extensiva aos judeus e aos que estão longe (gentios), isto é, “para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar”.
Naquela ocasião, muitos aceitaram a palavra de Deus e foram batizados, “quase três mil almas se converteram ao Senhor” (vv. 37-41).

Conclusão
A primeira grande colheita da igreja se dá em Jerusalém – muitas pessoas são levadas à fé em Cristo.
O derramamento do Espírito Santo sobre os judeus em Jerusalém é só o início da obra de ampliação da igreja de Cristo Jesus.
Posteriormente, veremos o acréscimo dos samaritanos (capítulo 8); em seguida, a conversão dos gentios (capítulo 10). Finalmente, os discípulos de João Batista, que não tinham ouvido o evangelho e não sabiam acerca do Espírito, foram acrescentados à igreja e o Espírito Santo veio sobre eles (capítulo 19).

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29 junho 2016

001-As Últimas Instruções de Jesus aos Seus Discípulos - Atos dos Apóstolos Lição 01 [Pr Afonso Chaves]28jun2016


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Lição 1:
As Últimas Instruções de Jesus aos Seus Discípulos 

Texto Áureo: 
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). 

Leitura Bíblica: Atos 1.1-11 

Introdução 
Neste trimestre, estudaremos o livro de Atos dos Apóstolos a partir de uma perspectiva evangelística. O livro faz um relato histórico do avanço triunfante do Evangelho e do crescimento da igreja de Cristo pelo mundo. 
A evangelização ocorre inicialmente em Jerusalém (capítulos 1 a 7), se expande para a Judeia e Samaria (8-11), alcança a Síria, Ásia Menor, Grécia e Europa (13-20) e, por fim, a capital do Império Romano (27 e 28). 
O avanço do Evangelho acontece motivado por intensa oposição e perseguição, mas cumprindo o propósito de Deus, que era tornar a mensagem universal – deixando de estar restrito ao povo judeu e alcançando as nações gentílicas. 

I – Aspectos gerais sobre o Livro, o Autor e sua Mensagem (1.1-3) 
O Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos formam um livro em duas partes, sendo este último a continuação do primeiro. 
Os versos 1 a 3 servem como elo entre a narrativa evangelística da vida e ministério de Jesus e o relato histórico da expansão da igreja. 
Atos foi escrito por volta do ano 63 d.C., e sua autoria é atribuída a Lucas, cuja origem é gentílica e que foi companheiro e colaborador do apóstolo Paulo; era chamado de “o médico amado” (Cl 4.14; 2 Tm 4.11). 
Os escritos de Lucas foram dedicados a Teófilo (Lc 1.3 e At 1.1). 
O que Lucas escreve não era nenhum segredo, reservado apenas aos fieis; pelo contrário, era acessível mesmo àqueles que fossem alheios à tradição cristã e à exposição lucana, quer cressem ou não. 
Trata-se de fatos que se deram “entre nós” (Lc 1.1), logo, de pleno domínio público (At 2.22; 10.37; 26.26). 
A narração de Lucas sobre esses acontecimentos é seletiva, ordenada, minuciosa e mostra uma única verdade. 
Lucas buscou essas informações de testemunhas oculares e ministros da palavra (Lc 1.2). 
Ao utilizar os pronomes “nós” e “nos”, o próprio evangelista também se inclui como testemunha ocular (At 16.16; 21.17, 18). 
Observam-se ainda alguns aspectos que marcam o livro de Atos: a origem e o poder da igreja e a verdadeira natureza de sua missão, juntamente com os princípios que devem norteá-la em todas as gerações; a atuação do Espírito Santo; o modelo de pregação da igreja primitiva, demonstrada pelos discursos de Pedro, Estevão, Tiago e Paulo, cujo enfoque é Jesus Cristo; a constância da igreja nas orações; as manifestações de sinais, milagres e maravilhas; as constantes perseguições religiosas; a propagação do Evangelho entre os judeus, e posteriormente, aos gentios; e o triunfo do Evangelho sobre todas as coisas. 

II – Aguardando a Promessa do Espírito Santo (1.4-8)
Esta seção trata da promessa do Espírito Santo. Lucas relata que, depois de Jesus estar com seus discípulos, e antes de ascender aos céus, após instruí-los acerca do Reino de Deus, ordenou que não se ausentassem de Jerusalém, mas esperassem o cumprimento da promessa de Deus, o derramar e o batismo com o Espírito Santo (Jo 14.16-17). 
Esta promessa os capacitaria a proclamar, sem temor e com ousadia, a palavra de Deus e testemunhar a ressurreição de Jesus Cristo (“ser-me-eis testemunhas”). 
Nota-se que em Atos o poder da igreja está na atuação do Espírito Santo, que foi a provisão de Deus para capacitá-la a testemunhar a ressurreição de Cristo e anunciar o Evangelho (At 1.8; 2.32; 5.32; 10.39; 22.15). 

III – A Ascensão de Jesus (1.9-11) 
Lucas é o único evangelista que descreve a ascensão de Jesus. Ele conclui seu evangelho com um breve relato do acontecimento (Lc 24.50-53), volta ao assunto no começo do primeiro capítulo de Atos (1.2) e apresenta um registro mais detalhado mais adiante no mesmo capítulo (vv. 9 a 11). 
A ascensão é o evento no qual Jesus é “elevado às alturas”, ou seja, “aos céus”. 
Deus, o Pai, é o agente que levou Jesus de volta aos céus. 
Este acontecimento histórico ocorreu em Betânia, no monte das Oliveiras, no quadragésimo dia após a Páscoa e dez dias antes de Pentecostes. 
Lucas retrata a ascensão a partir da perspectiva dos discípulos. 
Os onze estão testemunhando a ascensão de Jesus da terra ao céu. 
Devem dar-se conta de que as visitas periódicas do Cristo ressurreto cessaram com a sua ascensão, o que marca o fim do tempo em que ele esteve fisicamente presente com os seus seguidores. 
Sua tarefa na terra terminou. 
Ele deixou esse cenário terreno e retornou à Sua glória celestial. 
Os apóstolos se alegraram com esse evento, e os cristãos também devem se alegrar, pelas seguintes razões: a entrada de Jesus no céu com um corpo humano glorificado é nossa segurança de que nós seremos igualmente glorificados; 
Cristo Jesus, à destra de Deus, é nosso Advogado para defender nossa causa; a vitória da igreja está em Cristo entronizado, o Senhor, que recebe do Pai o governo deste mundo; por fim, a esperança da igreja está no aguardo da segunda vinda de Jesus Cristo em glória. 

Conclusão 
Através de todo o livro se percebe como teve início a obra, seu desenvolvimento e a expectativa de seu término. 
Aqueles dois varões vestidos de branco disseram aos discípulos: “Varões galileus, esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (1.11). 
O evangelho tem chegado até aos confins da terra com o mesmo poder. 
Que o estudo deste livro seja um despertamento para muitos para o envolvimento com a evangelização, afinal a obra ainda não acabou.

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23 junho 2016

013-A providência de Deus no ministério de Paulo - Romanos Parte 13ª [Pr Afonso Chaves]21jun2016


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Lição 13: 
A Providência de Deus no Ministério de Paulo 

Texto Áureo: Rm 16.25-27 

Leitura Bíblica: Romanos 15.8-17 

Introdução (15.8-14) 
Paulo inicia afirmando que Jesus Cristo – o Servo Sofredor é o cumprimento da promessa de Deus feita aos patriarcas. 
Este gesto mostra a fidelidade de Deus para com o povo judeu e Sua misericórdia (bondade) para com os gentios. 
A promessa do surgimento de “uma raiz em Jessé” está registrada na Lei, nos Salmos e nos Profetas (vv. 8-13). 
Nos versos 14 e 15, Paulo informa a razão e o propósito que o levou a escrever esta carta. Sua preocupação era evitar interpretações distorcidas quanto ao seu interesse pela evangelização dos romanos, uma vez que ele não foi o fundador dessa comunidade. 
Para que isso não acontecesse, de maneira franca e ousada, Paulo evoca sua condição de apóstolo de Jesus Cristo aos gentios e procura trazer à memória de seus ouvintes a graça que lhe foi dada. 

I – Um apóstolo a serviço de Deus (15.15-33) 
Nesta seção, o apóstolo declara a natureza de seu trabalho como um ministério sacerdotal. O seu serviço como apóstolo dos gentios é apresentado em referência ao antigo ofício sacerdotal. 
Com efeito, era mais que simples vida cristã, o apostolado era ainda uma oferta agradável a Deus, em que o apóstolo, mais exatamente Cristo por meio dele, oferece os homens a Deus (vv. 15-17). 
Paulo ainda se considera como instrumento da ação de Deus. Sem enumerar seus feitos, descreve que o objetivo de seu ministério era o de conduzir os gentios por meio da fé a obedecerem a Deus. 
Em seguida, apresenta o seu serviço como um ministério poderoso, que foi marcado “pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus”, manifestações essas que autenticavam seu ministério e que significavam as credenciais do verdadeiro apóstolo (vv. 18-19a, cf. 2 Co 12.12). 
Nos versos 19b a 22, em um relato modesto e sucinto, Paulo apresenta os seus dez anos de labor missionário realizados nas terras ao redor do mar Mediterrâneo (“desde Jerusalém e arredores até ao Ilírico, tenho pregado o Evangelho de Jesus Cristo”) e expõe a sua estratégia missionária: obedecer à voz do Espírito Santo e pregar o Evangelho em terras onde Cristo não fora conhecido – aos gentios, evitando, em todo tempo, edificar sobre fundamento alheio ou colher em lavoura em que não semeou (1 Co 3.6-10). 
Logo depois, Paulo expressa seu antigo desejo de visitar a igreja em Roma, quando fosse à Espanha (cf. Rm 1.13). No momento, seus planos são de ir a Jerusalém realizar a entrega das coletas, que as igrejas gentílicas da Macedônia e Acaia resolveram levantar para os irmãos pobres da igreja-mãe em Jerusalém, e depois seguiria à Espanha. O gesto de amor, realizado de bom grado e com alegria, demonstra a solidariedade do povo de Deus em Cristo (vv. 23-29). 
Por fim, Paulo roga aos irmãos que orem por ele e, mais do que isso, “combatais comigo” em oração; para que Deus o livrasse da oposição dos não cristãos (rebeldes da Judeia), para que os santos de Jerusalém aceitassem o seu serviço e para que sua viagem à Espanha e Roma fosse “segundo a vontade” de Deus. 
O apóstolo discerne que, neste combate, a sua luta não é contra “a carne e o sangue”, mas seus adversários são os principados e as potestades das trevas deste mundo tenebroso, que combatem para impedir o avanço da graça de Deus entre os gentios (vv. 30-33). 

II – Os verdadeiros operários da fé (16.1-16) 
O capítulo 16 é um estímulo aos cristãos a manterem seus relacionamentos pessoais fundamentados no amor. Paulo recomenda à igreja romana a irmã Febe, e enfatiza seus atributos – nossa irmã, serva da igreja, hospedadora de muitos (Rm 16.1-2). 
Após, ele faz menção daqueles que o ajudaram no labor missionário; sua lista é extensa, e conta com nomes de homens e mulheres que foram seus companheiros de trabalhos e de sofrimentos. 
São denominados como “cooperadores em Cristo Jesus”, “primícias da Ásia”, “companheiros na prisão”, “amado no Senhor”, “aprovado em Cristo”, “os que estão no Senhor”, “eleito no Senhor” e “os santos”. Estes, operários da obra de Cristo, trabalharam em favor de Paulo e expuseram as suas próprias vidas para protegê-lo. 
Destaca-se ainda a menção das igrejas domésticas em Roma e o empenho de mulheres que “trabalharam arduamente” no serviço do Senhor. 
Este capítulo mostra a universalidade da graça de Deus, que alcança uma multidão de pessoas provenientes de “todas as nações, línguas, tribos e povos” que, através da cruz de Cristo, estão unidas pela fé (aqueles que estão no Senhor), assim não são identificados como judeus ou gentios, escravos ou livres, ricos ou pobres, homens ou mulheres, mas são irmãos, passaram a pertencer à família de Deus – a verdadeira Igreja de Cristo (vv. 3-16).

III – Cuidado com os falsos profetas (16.17-27) 
Nos versos 17 a 20, encontramos Paulo advertindo seus ouvintes a se manterem atentos (vigilantes) quanto aos homens que causam divisões no corpo de Cristo e contradizem a doutrina apostólica. 
Recomenda ainda que, através do discernimento espiritual, se afastem destes lobos cruéis (falsos profetas), porque eles não servem ao Senhor Jesus Cristo e nem cooperam com Deus. 
A obra desses é lançar tropeço no caminho dos irmãos e a busca pela satisfação de seu próprio ego (“seu ventre”); são astutos, usam de conversas suaves e bajulações, mas na realidade estão interessados em enganar o coração das pessoas mais simples. Paulo entendia que a operação destes falsos mestres era uma estratégia de Satanás, mas está convicto que o diabo seria destronado (“o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés”). 
Num contraponto aos falsos mestres, apresentados anteriormente, Paulo envia saudações de obreiros fiéis que estão com ele no front de batalha, dentre estes, destaca-se seu filho na fé, Timóteo; o amanuense, Tércio; e seu anfitrião, Gaio (vv. 21-24). 

Conclusão 
Nos versos 25 a 27, o apóstolo retoma os principais temas abordados na carta: o Evangelho é o poder de Deus para salvação dos homens, a fim de confirmá-los na fé, verdade, santidade e unidade (Rm 1.16); o centro do Evangelho é Jesus Cristo crucificado e ressurreto, a revelação do segredo oculto de Deus, a verdade manifestada aos judeus e gentios (Rm 1.1-6; 3.21-24); que as Escrituras dos profetas (AT) testificam de Cristo; o Evangelho é o mandamento do Deus eterno às nações, a fim de que estes venham a crer Nele e obedecer-Lhe; e, por fim, todo o Universo (céus e terra) é conclamado a prostrar-se perante a sabedoria salvadora de Deus, e render-Lhe glória para todo o sempre.

PARA USO DO PROFESSOR

AUTORIA
Comissão da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus Ministério Guaratinguetá-SP.

APOIO
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15 junho 2016

012-A tolerância cristã - Romanos Parte 12ª [Pr Afonso Chaves]14jun2016


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Lição 12: 
A Tolerância Cristã   (14.1-15.7) 

Texto Áureo:
“Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 15.5-6) 

Leitura Bíblica: Romanos 15.1-7 

Introdução 
Em meio a uma comunidade cristã multiétnica, como era a da cidade de Roma, Paulo nos ensina como superar as diferenças de opiniões em coisas não essenciais, sem abusar da liberdade que há em Cristo, e assim, não colocarmos em perigo a unidade do corpo de Cristo, e, pelo amor, mantermos a paz. A seção que iremos estudar (14.1-15.7) trata dessas verdades e da relação entre dois grupos existente nessa igreja, denominados de “enfermos na fé” ou “os fracos” (14.1,2) e “os fortes” (15.1). 

I – Cristo Jesus, Senhor dos fracos e dos fortes (14.1-12) 
Os “enfermos na fé ou fracos”, embora cressem na obra de Cristo, ainda consideravam certas regras alimentares e a guarda de determinados dias sagrados como uma expressão importante para a obra da salvação (v. 2;5; cf Gl 4.9 e 10; Cl 2.16 e 17; 1 Co 8). Paulo esclarece que a enfermidade da qual esse grupo padecia não se tratava de fraquezas causadas pela prática de pecado, e sim de “fé” - falta de maturidade e debilidade no entendimento de questões que envolvem a consciência (v.1; cf 1 Co 8.9-11).  O receio de não violar os preceitos alimentares do Antigo Testamento (Lv 11), e assim pecar contra Deus, fez com que eles abstivessem do consumo de carne, e fossem vegetarianos (v. 2). O outro grupo, denominado de “os fortes”, que incluía o próprio apóstolo (15.1 “Nós”), entendiam que a justiça de Deus é pela fé, do começo ao fim, e que as ordenanças quanto à comida ou bebida e a guarda de dias religiosos foram superadas pelo ato de justificação de Deus através do sacrifício vicário de Cristo (Rm 1.17), sendo assim, todos os dias eram iguais e agora, estavam livres de observações e preceitos alimentares (v.2 e 5).  
Paulo, sem tomar partidarismo de quem estaria certo ou errado e evocando a sua condição – a de apóstolo do Senhor Jesus Cristo (Rm 1.1), recomenda aos irmãos da igreja de Roma superar assuntos secundários na vida cristã (comer, beber e dias sagrados) que poderiam levar a quebra da unidade existente no corpo de Cristo em Roma (comunhão). Para que isso não acontecesse, era necessário que os irmãos superassem as diferenças particulares, por meio da mutua tolerância entre ambos os grupos (“recebei-o, não em contendas sobre dúvidas”, “o que come não despreze o que come; e o que não come não julgue o que come” v.1-5). 
Os argumentos que o apóstolo evoca para conscientizar seus ouvintes da importância de manter a comunhão e reciprocidade (tolerância) são teológicos: “os fracos e os fortes” foram aceitos por Deus (v.3); Cristo morreu e ressuscitou para ser Senhor dos fracos e dos fortes (v. 4, 6 e 9); agora, em Cristo ambos os grupos são membros da mesma família - “são irmãos” (v. 10); os atos de sua vida diária (a vida ou a morte) são apresentados como sacrifício vivo, santo e agradável e direcionados à glorificação e louvor à Cristo (“O que come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; o que não come para o Senhor não come e dá graças a Deus” – v. 6; cf. Rm 12.1; 1 Co 10.31); e  que todos nós (fracos e fortes) iremos comparecer diante do tribunal de Deus (v. 10-12) para dar conta de si mesmo, e que o tribunal não seria o romano, no qual o árbitro e senhor é César, mas sim um superior - o tribunal de Cristo, onde o justo juiz é o Senhor (Sl 94.2; Fp 2.10; 2 Tm 4.8). 

II – O amor fraterno supera toda diferença (14.13-23) 
Em meio às críticas mutuas, o apóstolo convida os fortes a não colocarem pedra de tropeço ou obstáculo no caminho dos irmãos fracos e lhes causar tristeza, escândalo ou fraqueza (v. 13; 15; 21; 1 Co 10.32). Paulo ainda se refere ao fraco como “aquele por quem Cristo morreu” (14.15). Se Cristo o amou a ponto de morrer por ele, por que não podemos amá-lo o suficiente para controlar-nos e mesmo renunciar a alguma liberdade (vs 15, 20, 21), evitando magoar a sua consciência? Se Cristo se sacrificou por seu bem estar, que direito temos nós de prejudicá-lo ou destruí-lo? Para o cristão toda indiferença é superada pela cruz de Cristo. Após falar da cruz, o apóstolo argumenta que o Reino de Deus (domínio gracioso de Deus através de Cristo e pelo Espírito na vida do seu povo) não está limitado às coisas transitórias deste mundo, como comida e bebida, mas o que agrada a Deus é a prática da justiça, a propagação da paz e alegria proveniente do Espírito Santo através do ato de justificação de Deus que produz mutua edificação e preservação da comunhão do corpo (v. 17-19).  

III – O exemplo de Cristo Jesus (15.1.7) 
Nos versos 1-7, o apóstolo exorta os cristãos a suportarem os fracos e não agradarem a si mesmo (egocêntrico), mas aos outros (v. 1, 2). O padrão é a demonstração que “Cristo não agradou a si mesmo” (v. 3), ou seja, o exemplo é a obediência e abnegação (renúncia) de seu mestre - Jesus Cristo, que “aniquilou-se a si mesmo” e “humilhou-se a si mesmo” a fim de cumprir a vontade de Deus e servir aos homens (cf.  Fp 2.5-8, Sl 69.9). A base de sua argumentação está nas Escrituras “Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (v. 4). E por fim, o apóstolo abençoa-os, suplicando a Deus que “conceda o mesmo sentimento uns para com os outros”, para que em concordância, com uma mesma boca (unidade de coração) eles possam glorificar a Deus (v. 5;6). 

Conclusão 
Diante de tão elevada graça só nos resta receber os nossos irmãos, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus (v.7). 


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