29 novembro 2023

010-Evolucionismo - Heresias Lição 10[Pr Afonso Chaves]28nov2023

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LIÇÃO 10 

EVOLUCIONISMO 

TEXTO ÁUREO: “Pela fé, entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados” (HB 11.3) 

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 1.1-10 

INTRODUÇÃO A teoria da evolução procura explicar a origem dos seres vivos em termos de processos puramente naturais, através de mudanças lentas e progressivas ao longo de milhões de anos. Lançada pelo naturalista britânico Charles Darwin, no livro A Origem das Espécies (1852), ficou conhecida também como darwinismo e com o tempo tornou-se a “teoria” predominante nos meios científicos e acadêmicos, de onde é popularizada através da mídia e ensinada nas escolas como um “fato” indiscutível. Deste modo, a teoria da evolução é arvorada pelos céticos e ateus como uma bandeira para desacreditar e ridicularizar as Escrituras Sagradas, levando muitos cristãos, especialmente os mais jovens, a se intimidarem e assumirem uma posição de incerteza quanto à veracidade do relato bíblico da criação. 

I – EVOLUÇÃO X CRIAÇÃO Deixaremos a questão da origem do universo para outro estudo, e na presente lição voltaremos nosso interesse para a proposta inicial da teoria evolucionista, que é a de explicar a origem da vida na terra. De acordo com o evolucionismo, a vida teria se originado espontaneamente como formas simples e microscópicas, que se tornaram cada vez mais complexas, até que teriam surgido os primeiros peixes; destes, teriam evoluído os anfíbios; dos anfíbios, os répteis; e dos répteis, as aves e mamíferos. Em um momento relativamente recente numa escala de milhões de anos, dos mamíferos teriam evoluído os primeiros primatas, e destes, finalmente, o homem, que seria apenas o estágio mais recente de uma das muitas linhas de evolução das espécies. Embora algumas vertentes e “teólogos” do cristianismo tenham sido intimidados ou fascinados por esta proposta, a ponto de afirmar que Deus teria usado a evolução (em flagrante contradição com o relato bíblico, conforme veremos); o fato é que não há uma “mente”, “propósito” ou força sobrenatural na evolução, mas, de acordo com a teoria, tudo teria acontecido (e ainda estaria acontecendo) por mero acaso, através de processos puramente naturais. Ora, a teoria da evolução simplesmente não pode ser conciliada com a afirmação bíblica de que Deus criou todas as coisas, inclusive os seres vivos. Não obstante as tentativas de “desmistificar” o relato de Gênesis 1 e 2, o fato é que aqui temos uma narrativa de cunho histórico, que explica de forma compreensível quando e como Deus fez todas as coisas. O mundo, isto é, o universo, e todas as coisas que nele há, não vieram à existência através de processos naturais que, supostamente, levariam milhões de anos, mas através de atos de criação – o que significa que Deus falou e imediatamente sua palavra se cumpriu (Gn 1.1-3; Sl 33.8-9; 148.5; Ap 4.11; cf. Hb 11.3). Semelhantemente, não lemos na Escritura sobre um vínculo de origem comum e evolutiva entre os seres vivos, mas sim que diferentes grupos de animais e vegetais foram criados em dias diferentes da criação, para se reproduzirem segundo a sua espécie – o que implica em grande variedade de espécies dentro de cada grupo maior (Gn 1.11-12, 20-21, 24- 25). E, por último, lemos que o homem, ao invés de descender de alguma das espécies dos grupos até então criados, foi formado como um casal único e distinto, do qual descendeu toda a espécie humana (Gn 1.26-27, 2.7-8, 19-20; cf. At 17.26). 

II – O QUE DIZEM OS FATOS A dificuldade que muitos encontram em aceitar o relato bíblico sobre as origens está na falsa ideia de que evolucionismo seria sinônimo de ciência, e de que a teoria da evolução estaria baseada em fenômenos naturais que podem ser observados ou comprovados em laboratório. Como uma teoria científica, o evolucionismo se propõe a explicar a mecânica da natureza, mas isto não significa que sua explicação esteja correta, ou que seja a única possível, ou a que melhor correlacione os fatos – como querem que acreditemos, religiosamente, os seus proponentes. De fato, pretendemos apontar, ainda que muito superficialmente, que há vários fenômenos ou fatos comprovados por diferentes ramos da ciência que não podem ser conciliados com a teoria da evolução, mas se harmonizam perfeitamente com a criação. E, se os evolucionistas não podem comprovar sua tese à luz do que podemos observar no presente, tampouco podem comprová-la à luz de um passado que não pode ser conhecido senão por Deus, que estava lá no princípio e cujo fiel testemunho encontramos nas Escrituras (cf. Is 41.22). 1. A vida só provém de vida. Não existe geração espontânea. Nenhum organismo jamais surgiu a partir de matéria inorgânica. Um ser vivo só pode ser gerado a partir de outro ser vivo pré-existente. Só podemos explicar este princípio científico pelo fato de que a vida não é intrínseca à matéria, mas deve ter se originado de uma fonte além, de alguém que não é matéria, mas espírito, e que tem a vida em si mesmo – ou seja, Deus (Jo 1.1-4; 5.26; 1 Co 15.45). 2. A vida é complexa. A vida, mesmo em suas formas mais simples e básicas, ainda é de uma complexidade irredutível, todo organismo sendo um sistema de funções e processos numerosos e complicados, trabalhando de acordo com uma mecânica pré-estabelecida. E, embora muitos desses processos não sejam totalmente compreendidos pela ciência, é certo que, removido qualquer um deles de um dado organismo, este deixaria de ser funcional, impossibilitando sua sobrevivência. Não há opção para a tentativa e erro do acaso, mas apenas para um projeto inteligente (Sl 139.14-16). 3. A tendência à desorganização. A matéria atualmente existente no universo não aumenta nem diminui, mas está em constante transformação. “No mundo nada se cria, mas tudo se transforma” tornou-se adágio popular. Nesse processo, a matéria tende naturalmente à desordem, à corrupção, à deterioração – não à evolução. Isto se harmoniza com a verdade bíblica de que o mundo foi criado ordenado e, após a Queda, essa ordem vem sendo gradualmente perdida, não fosse pela palavra de Deus, que sustenta todas as coisas até o fim para o qual o mundo está reservado (Cl 1.17; Hb 1.3, 10-12; 2 Pe 3.7). 4. As espécies são fixas. Não há um ser vivo conhecido que se possa chamar de “intermediário” entre uma espécie e outra, como se estivesse em processo de evolução. Todos os seres vivos são perfeitamente funcionais e adaptados à sobrevivência e à reprodução, cumprindo o fim para o qual Deus os criou. Mesmo os famosos fósseis (ossos de animais que morreram há muito tempo e que foram conservados na terra) atestam a existência de muitos animais diferentes e que hoje já não existem mais, mas jamais revelaram algum “elo perdido” – alguma criatura que não possa ser classificada nas mesmas categorias em que classificamos os animais que conhecemos hoje. 

III – CONSEQÜÊNCIAS DO EVOLUCIONISMO Aceitar a tese evolucionista significa não apenas contrariar a literalidade do relato bíblico da criação, mas também diminuir o poder de Deus, que teria se submetido a um processo natural de milhões de anos, ao invés de ter criado tudo pelo poder da sua palavra em seis dias – sendo que, de fato, poderia ter criado tudo até de uma só vez, num instante, se assim o desejasse. Além disso, abala a própria doutrina da salvação, pois, se não podemos remontar a origem e a queda da humanidade a um primeiro homem – Adão – o Filho de Deus não precisaria ter vindo a este mundo, pois Ele se fez homem e descendente do mesmo Adão, para compensar o pecado do primeiro homem, pelo qual todos caíram, com o Seu ato de obediência e justiça, salvando todos os que n’Ele crêem, e assim tornar-se o novo e último Adão (Lc 3.23-25, 34-38; Rm 5.12-13). 

CONCLUSÃO A evolução tem sido usada para desacreditar as Escrituras e a fé cristã como um todo. A palavra de Deus não falha; que possamos defendê-la mesmo diante dos clamores da falsa ciência dos evolucionistas.

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22 novembro 2023

009-Astrologia - Heresias Lição 09 [Pr Afonso Chaves]21nov2023

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LIÇÃO 9 

ASTROLOGIA 

TEXTO ÁUREO: “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações.” (JEREMIAS 10.2) 

LEITURA BÍBLICA: DEUTERONÔMIO 18.9-14 

INTRODUÇÃO A astrologia é uma forma de adivinhação praticada pelo homem desde tempos remotos até os dias de hoje. Supondo a influência dos corpos celestes (os astros) sobre o curso dos acontecimentos e o destino dos seres humanos, a astrologia presume que a vida é previsível a partir do exame do céu. Sua influência, mais do que outros tipos de adivinhação, é perceptível nos jornais e revistas, nos programas de televisão e pelo uso comum do conceito de “horóscopo” e “signo” na linguagem cotidiana das pessoas que não conhecem o evangelho e, lamentavelmente, por alguns cristãos que precisam ser instruídos quanto ao mal intrínseco a toda e qualquer forma de adivinhação. 

I – O ENGANO DA ASTROLOGIA Diferente da astronomia, que é o estudo científico dos corpos celestes em seus aspectos e relações físicas, e que é de origem relativamente recente, a astrologia remonta aos primórdios da civilização humana, muitas das suas características modernas tendo sido definidas há milênios na Mesopotâmia. Essa antiga civilização foi a primeira a considerar a importância dos cinco planetas até então conhecidos, juntando a eles o sol e a lua, o que resultou no número místico “sete”. A partir da observação do aparente “movimento” desses astros pelo céu ao longo de um ano completo, os babilônios dividiram o firmamento em doze casas imaginárias, dando a cada uma o nome de uma constelação, criando assim o zodíaco e os seus signos. O que os astrólogos fazem até hoje, baseados nesses mesmos fundamentos, nada mais é que “interpretar” as posições dos astros nessas casas zodiacais em um dado momento. A essa “leitura do céu” dão o nome de horóscopo. Enquanto os astrólogos da Antiguidade importavam-se mais em fazer leituras divinatórias sobre grandes eventos e decisões tomadas pelos reis, os da atualidade oferecem seus “serviços” a qualquer indivíduo interessado em saber o que os astros “dizem” sobre o seu futuro em algum aspecto da sua vida – seja financeiro, amoroso, etc. Eis porque a astrologia se mostra tão atraente para o homem moderno – ela oferece uma falsa segurança quanto ao dia de amanhã, permitindo-lhe supostamente guiar o seu caminho a fim de evitar infortúnios e alcançar o sucesso determinado pelos astros. Além disso, a astrologia também oferece um falso alívio para a consciência agravada pelo pecado, na medida em que, na leitura do céu no momento do nascimento de um indivíduo (o chamado horóscopo natal), pretende explicar que os astros teriam definido as características constituintes da sua personalidade, e as suas ações seriam resultado de uma espécie de “fatalismo celestial”, e não fruto das suas decisões pessoais. Feitas estas considerações, é necessário esclarecer que a astrologia, não sendo uma ciência baseada em um método que possa sempre oferecer o mesmo resultado, depende em grande parte da interpretação particular de cada astrólogo. Isto quer dizer que suas “previsões” podem variar muito de pessoa para pessoa, mesmo quando o “mapa astral” de ambas é idêntico (como no caso de gêmeos, ou de pessoas nascidas no mesmo instante). Além disso, tais previsões (especialmente aquelas oferecidas nos horóscopos de jornal) tendem a ser muito relativas e genéricas, não permitindo sua averiguação, ao mesmo tempo em que permitem que grande número de pessoas se identifique com alguns “palpites acertados”. Mas o fato é que não há nenhuma evidência de que os corpos celestes possam influenciar o caráter ou o destino das pessoas; o astrólogo, como qualquer outro tipo de adivinho, aproveita-se da credulidade e do anseio das pessoas pelo divino, enganando-as e condicionando-as a um comportamento supersticioso; mas eventualmente será desmascarado, e os que nele confiam serão confundidos (Jr 10.1-2; Is 8.11-13, 19-20; Is 47.13-14; Dn 2.1, 2, 10, 11 e 25-28; 4.7-9; 5.1-8, 13-16, 23). 

II – A CONDENAÇÃO DIVINA À ASTROLOGIA Como uma forma de adivinhação, a astrologia é expressamente proibida pelo Senhor por ser uma prática abominável e corruptora da santidade que convém ao povo de Deus. Portanto, recorrer aos adivinhos – sejam eles astrólogos, tarólogos ou “médiuns” – constitui uma rebelião contra a palavra de Deus, que não apenas proibiu categoricamente tal coisa, mas também prometeu orientar o Seu povo através da Sua palavra, primeiro concedendo a Lei, depois levantando os profetas, e finalmente enviando o próprio Filho, para que pudéssemos conhecer a Sua vontade (Dt 18.9-14, 18-20; Lv 19.31). Assim, ao atribuir aos astros o poder e direito exclusivo de Deus de controlar nossas vidas e revelar o futuro, a astrologia prova ser uma idolatria dos astros. Não por acaso, os antigos babilônios consideravam os sete astros como manifestações visíveis dos seus deuses, designando-os pelos nomes das suas divindades – costume esse herdado pelas demais nações, e preservado até hoje na nomenclatura moderna dos planetas (Dt 4.19; 2 Rs 21.3; 23.5; Am 5.25-26; Jr 8.1-2). Além da sua terrível implicação idolátrica, a astrologia – como qualquer outra forma de adivinhação – fomenta no coração dos seus dependentes a presunção quanto ao dia de amanhã, cujo conhecimento pertence a Deus (Tg 4.13-16). Nossa frágil condição neste mundo e as muitas incertezas quanto a esta vida terrena deveriam nos levar não a inquirir com preocupação acerca do que há de acontecer; mas a nos humilharmos debaixo da mão de Deus, confiando na Sua boa e misericordiosa providência, pois é certo que Ele prometeu estar conosco e não nos abandonar em nenhum momento; e a descansar na verdadeira previsão das Escrituras, sobre a qual podemos pautar nossas ações – de que ao justo bem irá, e tudo o que o homem semear, isto também ele colherá (Mt 6.31-34; Hb 13.5; Sl 37.3-6; Is 3.10-11; Gl 6.7-8). 

III – OS ASTROS NO PLANO DIVINO Condenar expressamente a astrologia não significa ignorar a grandeza representada pelos astros e a sua finalidade neste mundo. Criados por Deus no princípio, sol, lua e estrelas (que incluem os planetas) foram designados, primariamente, como luminares para dar luz à terra e, consequentemente, servirem de indicadores do decurso do tempo: o sol para dias e anos, a lua para meses, as estrelas para as estações e atividades relacionadas (plantio, colheita), bem como para orientar os viajantes (Gn 1.14-16). Os astros também possuem a finalidade de servirem como sinais, e isto em vários sentidos: apontando a realização de eventos determinados por Deus (Mt 2.1-4; 24.29; 27.45); servindo como figuras de realidades espirituais (Ml 4.2; Dn 12.3; Fp 2.15; Ap 1.20; 22.16); testificando do poder e da glória daqu’Ele que os criou (Sl 8.1-4; 19.1), bem como ilustrando a Sua fidelidade (Jr 31.35-36). Criados por Deus com essas finalidades, os astros não controlam a vida das pessoas, mas são controlados pelo Senhor, sua mecânica e rotina sendo resultado do poder e propósito de Deus, que tudo faz segundo a Sua vontade (Sl 147.4; Jó 9.9; 38.31-32; Am 5.8; cf. Jz 5.20; Js 10.12-15). 

CONCLUSÃO Deus guia as nossas vidas e nos orienta pela Sua palavra, pela qual podemos ter a certeza de que todas as coisas contribuem para o nosso bem. Não temos o que temer quanto ao dia de amanhã, porque ao que for fiel está reservada a vida eterna, e Deus não nos faltará nesta vida passageira. Fujamos do engano em todas as suas formas, e não permitamos que nem mesmo uma inocente curiosidade seduza sutilmente os nossos corações.

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14 novembro 2023

008-Heresias do sectarismo religioso - Heresias Lição 08[Pr Afonso Chaves]14nov2023

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LIÇÃO 8 

HERESIAS DO SECTARISMO RELIGIOSO 

TEXTO ÁUREO: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.” (1 Jo 2.19) 

LEITURA BÍBLICA: 1 JOÃO 2.18-27 

INTRODUÇÃO Sabemos que toda heresia é essencialmente sectária, pois promove divisão no corpo de Cristo. Através da exposição bíblica e da disciplina cristã, a Igreja convence a muitos hereges, desarraigando o erro dos seus corações e trazendo-os de volta à paz e comunhão dos santos. Outros, porém, resistindo à verdade, não apenas endurecem seus corações no erro, mas, não podendo mais dissimular entre os fiéis, abandonam a sua congregação e estabelecem novas organizações que, alegando representar com exclusividade a verdadeira igreja de Cristo, propagam livremente as heresias pelas quais deveriam ser censurados por todo aquele que está familiarizado com as Escrituras Sagradas. 

I – A PRETENSA EXCLUSIVIDADE DO SECTARISMO RELIGIOSO A origem de qualquer grupo de natureza sectária pode ser relacionada diretamente a um ou mais indivíduos cuja influência foi decisiva tanto para a definição do seu corpo doutrinário característico como para a organização dos seus seguidores em um agrupamento distinto da sua denominação de origem. Esses indivíduos eram filiados a igrejas evangélicas, até o momento em que alcançaram sua suposta “iluminação” ou “revelação”. A partir de então, todos eles, cada um a seu modo, procuraram estabelecer o argumento de que toda a Cristandade teria fracassado e estaria reprovada aos olhos de Deus, e que a sua organização particular representaria uma restauração do verdadeiro povo de Deus. A doutrina peculiar aventada pelo seu fundador passa a ser o marco distintivo dessa organização e, conseqüentemente, negá-la seria rejeitar o próprio caminho da salvação. Em primeiro lugar, não podemos aceitar a ideia de que a igreja de Cristo tenha fracassado e em algum momento tenha simplesmente desaparecido da terra, porque a verdadeira igreja não é uma organização humana suscetível de corrupção, mas sim uma instituição divina, formada por aqueles que, em todas as gerações, deram testemunho de seu amor a Jesus, não amaram suas vidas até a morte e guardaram os Seus mandamentos. Nenhuma força nos céus ou na terra seria capaz de deter a marcha desta igreja, porque seu fundamento e sua cabeça é Cristo, o qual venceu todas as coisas e subjugou todas as potestades aos seus pés. Ainda que assaltada de todos os lados, a igreja cumprirá o seu chamado neste mundo, geração após geração, que é pregar o evangelho, converter as nações e perseverar até o fim (Mt 16.l8; 24.9-14; 28.18-20; Ef 1.18-23; Rm 8.31, 37). Dito isto, admitimos que as instituições em que os homens se organizam a fim de professar sua fé no evangelho, por congregarem tanto fiéis como infiéis, são passíveis de corrupção – haja vista o que ocorreu com o romanismo, e com outras denominações “cristãs” do passado e do presente. Mas isto se deve ao fato de que os fiéis estão no mundo, e a previsão bíblica é de que muitos que não são de Deus se unirão aos fiéis pelos mais diversos interesses, dissimulando sua falta de fé ou enganando-se a si mesmos quanto à sua salvação. A igreja de Cristo não é de modo algum prejudicada por esta situação, mas antes os fiéis são manifestos em tais circunstâncias (2 Tm 2.19; Jo 17.15-16; Mt 13.36-43, 47-50). Aí lembramos que a Reforma Protestante e outros movimentos precursores, diferentemente do sectarismo religioso, jamais cogitaram que a igreja de Cristo tivesse deixado de existir por causa da corrupção dos ensinos e costumes da instituição que até então se arrogava o título de “igreja”. O que aconteceu foi que, tendo sido proposta uma reforma dessa instituição à luz da doutrina verdadeiramente bíblica e apostólica, muitas igrejas aceitaram e foram reformadas e outras, sob o rígido controle da hierarquia romanista, a recusaram, e permaneceram na apostasia e na heresia. Nenhuma nova igreja foi instituída, nem houve divisão no verdadeiro corpo de Cristo. 

II – A PRETENSA VERDADE DO SECTARISMO RELIGIOSO Uma das características fundamentais do sectarismo religioso é a sua pretensão a um conhecimento ou compreensão da verdade ao qual somente o seu grupo particular tem acesso, ao mesmo tempo em que esse conhecimento seria essencial para definir o caráter e aqueles que fazem parte da verdadeira igreja. Contudo, quando analisamos o teor desse conhecimento, notamos que trata de questões de menor importância, ou no mínimo controversas mesmo para aqueles que aderem exclusivamente ao ensino das Escrituras. Não são como as grandes questões a respeito da salvação discutidas pelos reformadores no século XVI. Algumas são de caráter prático – como guardar dias, abster-se de certos tipos de alimentos (Cl 2.16-23; Rm 14.1-6). Outras são de caráter escatológico, tendo se originado em datas previamente estabelecidas pelos seus fundadores para a vinda de Jesus – datas estas que, não tendo se concretizado, foram reinterpretadas para assinalar um grande acontecimento de ordem espiritual (Mt 24.36, 42; At 1.6-7). Na busca ávida por fundamentar suas opiniões sobre a vontade de Deus ou o sentido exato das Escrituras, o sectarismo religioso precisa se apoiar fortemente em uma autoridade extrabíblica. Assim, alguns apelam para as visões que seus fundadores supostamente teriam recebido, nas quais Deus teria lhes indicado o caminho correto em meio à “confusão das igrejas”, ou mesmo para uma nova “revelação” escrita, conforme já estudamos em lição anterior (Gl 1.8-9; 2 Co 11.3-4, 14-15). Mais discretamente, outros grupos consagram os comentários ou as interpretações de um líder, ou de um “corpo governante”, considerando-os intérpretes exclusivos dos oráculos divinos, mas esquecendo-se de que somente Deus é o intérprete infalível da Sua palavra (2 Pe 1.19-21; 1 Co 2.14-16; 1 Jo 2.21, 27). E, de modo ainda mais lamentável, e para maior perigo dos incautos e indoutos, há aqueles que, inescrupulosamente, alteram as próprias palavras do texto bíblico para acomodar seu entendimento numa bíblia que nada mais é que uma impostura, um simulacro da palavra de Deus. 

III – A PRETENSA SALVAÇÃO DO SECTARISMO RELIGIOSO Não cabe a nós julgar a sorte dos indivíduos cooptados pelo sectarismo religioso, mas, por amor à verdade do evangelho e à luz dos pressupostos claramente heréticos apresentados nos tópicos anteriores, só podemos dizer que, enquanto confiarem nestas pretensões, eles não estarão apoiados em Cristo Jesus – único fundamento da salvação e da vida eterna. Senão vejamos: aquele que verdadeiramente ama a Cristo também ama a igreja, que é o Seu corpo – isto é, aqueles que confessam e vivem pelo evangelho; por amor à igreja, ao invés de romper ao menor sinal de desacordo, devemos antes lutar para preservar a sua unidade, mesmo que isto signifique travar terríveis batalhas (1 Jo 5.1; Ef 4.1-3). E, ao contrário do conhecimento salvífico, que consiste na graça do arrependimento dos pecados e no perdão de Deus revelado em Cristo Jesus e comunicado ao coração do homem pelo evangelho, a verdade que o sectarismo arvora muitas vezes contra as igrejas e denominações evangélicas é de natureza distinta – é o conhecimento que, como disse o apóstolo, incha, porque leva à divisão, à acusação e ao escândalo, e não à edificação (Lc 1.76-79; Jo 10.14; 14.6-7; 1 Co 8.2-3; Rm 14.13-14). 

CONCLUSÃO O sectarismo presume que a obra de Deus possa ser impedida pelos homens, ao passo que a igreja de Cristo tem marchado por este mundo incontaminada e guardada contra o erro, não na aparência das instituições que se corrompem e se sucedem na história, mas no coração daqueles que verdadeiramente conhecem a Deus e o amam.

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08 novembro 2023

007-Heresias cristológicas - Heresias Lição 07[Pr Afonso Chaves]07nov2023

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LIÇÃO 7 

HERESIAS CRISTOLÓGICAS 

TEXTO ÁUREO: “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai.” (1 JOÃO 2.22-23) 

LEITURA BÍBLICA: COLOSSENSES 1.9-20 

INTRODUÇÃO De todas as heresias que surgiram ao longo da história do Cristianismo, as mais perniciosas e recorrentes são aquelas relacionadas à pessoa, natureza e obra do Senhor Jesus – as chamadas “heresias cristológicas”. Por causa delas, contendas gravíssimas dividiram a Cristandade, e diferentes nomes foram criados não apenas para rotular as opiniões divergentes, mas também para perseguir aqueles que as esposavam. Eventualmente, essas heresias desapareceram, para surgir novamente nos séculos seguintes no bojo de novas religiões ou de segmentos autodenominados “cristãos” ou “bíblicos”, conforme estudaremos nesta lição. 

I – A NEGAÇÃO DA DIVINDADE DE CRISTO Embora os judeus nos tempos de Jesus aguardassem avidamente a manifestação do Messias, os evangelhos nos revelam o quanto eles se equivocavam na sua compreensão acerca da pessoa, natureza e obra do Ungido de Deus. De todas as declarações de Jesus, a que mais era recebida com incompreensão e até mesmo escândalo pelos Seus conterrâneos era aquela em que Ele se referia a Si mesmo como Filho de Deus. O Messias que os judeus aguardavam devia ser um legítimo descendente de Davi, mas não cogitavam que ele pudesse ser mais filho de Deus do que qualquer outro israelita, assim negando a Sua divindade e, consequentemente, a natureza espiritual da Sua obra. Notemos que eles entendiam muito bem que, ao se intitular o Filho de Deus, Jesus queria dizer que é igual a Deus; mas não conseguiam entender que esta é uma verdade implícita em muitas profecias sobre o Messias, tais como aquelas que os evangelhos apontam cumprindo-se em Jesus (Lc 1.32-33, 35; Jo 5.17-18; 10.30-33; Mt 22.41-45). Um passo à frente dos judeus que rejeitaram o testemunho incontestável de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, estão aqueles, primeiro entre os mesmos judeus, depois entre outros grupos religiosos, que crêem nas palavras, nas obras e na integridade moral de Jesus, e O reconhecem como um grande profeta ou mestre, mas não como Messias e Filho de Deus. É inegável que o ministério de Jesus incluía pregar e ensinar com autoridade que nenhum profeta ou mestre jamais teve. Contudo, os milagres por Ele realizados eram algo mais do que uma legitimação divina do Seu ministério “profético”; eram testemunhos da Sua própria glória, que demonstravam a Sua dignidade de ser honrado como o próprio Pai, e sinalizavam a Sua capacidade de realizar uma obra que somente o Filho de Deus poderia realizar: a redenção dos pecadores. Por isso o Senhor não apenas exortava Seus ouvintes a crerem na Sua doutrina, mas também a crerem na Sua pessoa como a própria fonte da vida eterna (Mt 16.13-14; Jo 3.1-2; 5.19- 23; 7.16-17; 20.30-31). Por último, encontramos aqueles que, dizendo-se cristãos, confessam que Jesus é o Cristo e o Filho de Deus, mas distorcem ou diminuem o significado destes títulos divinos – o que equivale a negá-los. Alegam que Ele é chamado Filho de Deus porque teria sido a primeira criação, o único ser gerado ou criado diretamente por Deus, todas as demais coisas tendo sido criadas por Ele ou através d’Ele. Assim, mesmo estando acima de toda a criação, o Filho de Deus não seria eterno, nem divino como o Pai e, portanto, não deveria ser adorado como Deus! É verdade que a relação entre Cristo e Deus é expressa em termos de filiação e paternidade, implicando na primazia do Pai sobre o Filho, mas a analogia humana não deve ser levada no sentido contrário à revelação bíblica de que Cristo existe eternamente com Deus, tendo se manifestado no princípio como o Verbo, isto é, a palavra divina, para criar todas as coisas. Ele é,  portanto, a imagem exata do Pai, revelando o Deus que de outro modo é inalcançável e inefável. Sua procedência desde o seio do Pai é comparada a uma geração, de modo que Ele é chamado também o unigênito de Deus, mas isto nada tem a ver com criação. Ele é o único que participa da essência de Deus como um filho participa da natureza do pai, e por isso é o único que pode ser chamado propriamente de Filho de Deus (Jo 1.1-3, 18; 14.6-11; Cl 1.12-17; 2.9; Hb 1.1-5). 

II – A NEGAÇÃO DA HUMANIDADE DE CRISTO Se a divindade de Cristo já foi e ainda é questionada por alguns grupos, inclusive dentro da Cristandade, quando o assunto é a humanidade do Filho de Deus, as discussões escalaram a um nível surpreendente, pendendo, de um lado, para o extremo da heresia que afirmava que o homem Jesus não passava de uma aparência ou ilusão, não podendo o Cristo, sendo santo e divino, “contaminar-se” com a matéria; e, do outro, para o extremo de definições dogmáticas que iam muito além do que as Escrituras ensinavam acerca da encarnação e vida terrena de Jesus. Negar a humanidade de Cristo é uma heresia de perdição, pois a redenção da humanidade só poderia se realizar quando um legítimo representante da humanidade cumprisse toda a justiça, expiando pelos nossos pecados, nos quais fomos precipitados em Adão. Convinha-nos, portanto, um novo (e último) Adão, que em tudo fosse semelhante a nós, inclusive na sujeição à tentação e à morte, mas não ao pecado, ao mesmo tempo sendo santo e divino, cheio de graça e verdade para cumprir a justiça de Deus (1 Jo 4.2-3; Hb 2.14-18; 4.15; 7.26-27; Rm 5.19). Assumir a aparência humana e até mesmo interagir como um humano era algo que os anjos de Deus já haviam feito no passado; mas a encarnação é um mistério cuja manifestação estava reservada exclusivamente àquele que seria o nosso Redentor. Por isso, ao invés de simplesmente apresentar Jesus como um homem que aparece de repente em Israel, exercendo o Seu ministério, o Evangelho chama a atenção para a Sua humanidade, relatando o Seu nascimento, Seu amadurecimento e desenvolvimento, Suas aflições e sentimentos e, finalmente, Seus padecimentos e Sua morte (1 Tm 3.16; Lc 2.21, 39-40, 52; Jo 11.35; Hb 5.7-8; Jo 19.30-35). 

III – CONSEQUÊNCIAS DA NEGAÇÃO DA DIVINDADE E HUMANIDADE DE CRISTO A partir da conciliação entre as verdades elucidadas nos tópicos anteriores, somos levados a uma correta compreensão da obra de nosso Senhor e Salvador Jesus. Aqueles que rejeitam a divindade de Cristo (como fazem os judeus, muçulmanos e outros grupos) se privam de qualquer possibilidade de conhecer e se achegar a Deus para obter a vida eterna, visto que, sem a revelação do Pai no Filho, o homem simplesmente não pode conceber o Deus invisível, e acaba por se voltar para um ídolo, um deus desconhecido (Mt 11.27; 1 Co 1.30-31; 1 Jo 2.23). Por sua vez, aqueles que negam a humanidade real de Jesus, ou a consideram apenas um aspecto ilusório ou transitório da Sua existência neste mundo, de menor importância em comparação ao Seu ministério de ensino e pregação (como fazem, mais uma vez, muçulmanos, espíritas e outros grupos), são incapazes de conceber a gravidade do pecado aos olhos de Deus, a necessidade de satisfazer a uma justiça perfeita, o amor de Deus por nós e a redenção total do nosso ser provida por Cristo. Como homem Ele veio ao mundo, morreu e ressuscitou para que nós também, como almas viventes que somos, sejamos salvos e no último dia, pela ressurreição, ter entrada no reino celestial (Jo 17.1-3; 1 Jo 4.10; 1 Pe 2.21-22; 1 Co 15.1-4, 17-21, 45-49). 

CONCLUSÃO A mensagem do Evangelho é única, é a boa nova de que Deus enviou Seu amado Filho a este mundo, não apenas como um mensageiro, mas como o primogênito entre muitos irmãos, a saber, aqueles cujos pecados levou sobre Si para que possam estar junto d’Ele com o Pai na eternidade.

PARA USO DO PROFESSOR

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02 novembro 2023

006-Imposturas à Palavra de Deus - Heresias Lição 06 [Pr Afonso Chaves]31out2023.

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LIÇÃO 6 

IMPOSTURAS À PALAVRA DE DEUS 

TEXTO ÁUREO: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando” (Dt 4.2) 

LEITURA BÍBLICA: MATEUS 15.1-9 

INTRODUÇÃO Tendo discorrido na lição passada acerca de algumas heresias do romanismo, desta vez veremos como esta organização erra ao atribuir à sua tradição a mesma autoridade em questões de fé e doutrina que às Escrituras Sagradas. Contudo, encontramos as raízes desta rejeição à autoridade suprema e exclusiva da Palavra de Deus dentro da própria religião judaica, e os seus desdobramentos se veem hoje fora do romanismo também. Por isso, refutaremos ainda outras formas pelas quais o homem se desvia da única regra de fé e prática, tais como novas escrituras e novas revelações. 

I – A FALSIFICAÇÃO DA VERDADEIRA TRADIÇÃO A palavra tradição significa “aquilo que é transmitido” e, a princípio, se refere à boa prática do povo de Deus, no passado, de comunicar, oralmente, o conhecimento de Deus às gerações seguintes. É compreensível que, em um tempo anterior à revelação escrita – que começou em Moisés – este fosse praticamente o único meio de preservar as leis, promessas e as experiências dos patriarcas com Deus. E, mesmo depois, sendo a técnica da escrita dominada por poucos e a produção de cópias das Escrituras bastante difícil e limitada, a maioria do povo de Deus ainda dependia da tradição, agora mais como um método de ensino cotidiano, apoiado e corroborado pela leitura periódica da lei feita pelos sacerdotes (Gn 18.17-19; Dt 6.6-7; 31.9-13). Uma situação semelhante verificamos nos primeiros tempos da pregação do Evangelho. Embora representasse o cumprimento de tudo o que havia sido escrito na lei e nos profetas, o reino de Deus se manifestou através da pessoa bendita de nosso Senhor Jesus e da Sua pregação, mas Ele nada escreveu ao longo do Seu ministério. Do mesmo modo, os apóstolos testemunhavam, ensinavam e pregavam a viva voz, transmitindo aos seus discípulos, como que por tradição, aquilo que haviam ouvido da boca do próprio Jesus ou que o Espírito agora lhes revelava. Assim, concordamos que a maioria dos escritos do Novo Testamento são, a princípio, de caráter circunstancial, isto é, surgiram para atender às necessidades e questões propostas pelos primeiros cristãos, os quais não podiam ser todos assistidos pessoalmente pelos apóstolos a todo o tempo (1 Jo 1.1-4; Mt 28.18-20; Jo 16.12-13; Fp 4.9; 2 Tm 1.13; 2.2; 2 Jo 12). Por outro lado, a doutrina desses escritos em nada difere daquilo que os apóstolos ensinavam a viva voz, as questões tratadas ensejando providencialmente uma exposição tão profunda e completa do evangelho e dos seus mistérios que logo foram colecionados e distribuídos às comunidades cristãs como uma revelação escrita de interesse geral para todo o povo de Deus (2 Ts 2.1-2, 15; 2 Ts 3.6; 1 Co 11.23; Jo 20.30-31; 2 Pe 3.16). Há, portanto, uma tradição apostólica, como afirmam os romanistas, mas essa tradição pode ser encontrada apenas nos escritos apostólicos, nos quais está definitiva e infalivelmente registrada, graças à inspiração divina, que por sua vez não se estende a qualquer outro escrito, por mais antigo e que se possa atribuir ou relacionar ao que um apóstolo teria ensinado. A tradição que o romanismo alega como complementar à Escritura e indispensável para a sua compreensão nada mais é que práticas, histórias, interpretações e doutrinas humanas sem qualquer fundamento nas Escrituras e na verdadeira tradição apostólica, e inclusive contrariando a palavra de Deus e se tornando um obstáculo à sua compreensão. Por fim, notemos que pelo mesmo caminho já haviam entrado os judeus, ao submeter a palavra de Deus a uma tradição dos antigos que nada mais era que doutrina de homens, e cuja prática resultava em uma vã maneira de viver (2 Pe 1.19-21; 1 Co 2.12-16; Mt 15.6; Cl 2.8; 1 Pe 1.18-19). 

II – A FALSIFICAÇÃO DAS ESCRITURAS Ao erro de comparar a tradição humana às Escrituras Sagradas, o romanismo acrescenta o de admitir como escritura divinamente inspirada um conjunto de sete livros (Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque) no Antigo Testamento, além de acréscimos de capítulos aos livros de Ester e Daniel. Chamamos essas adições de apócrifos, em razão do seu caráter duvidoso, e por nunca terem sido aceitos como escritura sagrada pelo povo judeu, nem por Jesus, nem pelos apóstolos, nem pelas igrejas dos primeiros séculos. Não importa o quão antigos sejam; o fato é que estes livros não foram escritos por profetas reconhecidamente inspirados. Consideremos que, em Malaquias, o Senhor Deus mantém o povo suspenso pela esperança da vinda do anjo, ou do profeta Elias, que prepararia o caminho – numa alusão a João Batista; e os evangelhos retomam a linha da inspiração divina no mesmo ponto (Ml 3.1; 4.5-6; Mc 1.1-3). Os judeus haviam sido escolhidos para serem os portadores da lei, das promessas, dos concertos, até a chegada do Messias, portanto, é a eles que nos reportamos para saber quais e quantos são os livros revelados a Israel – e entre eles nunca houve lugar para os apócrifos, sendo a sua bíblia exatamente equivalente ao Antigo Testamento nas bíblias protestantes (Rm 3.1-2; 9.3-5). Confirma a fidelidade do povo hebreu nesta missão o fato de que Jesus e os apóstolos, sendo judeus, jamais acusaram seus conterrâneos de deturpar ou alterar as Escrituras, mas sim de interpretá-las erroneamente. E geralmente eles se referiam a elas por lei e profetas, ou lei, profetas e salmos – divisões que refletem a composição do cânon judaico, isto é, da coleção dos livros que formam a “bíblia hebraica” – até os dias de hoje (Jo 5.39; Lc 24.27, 44; At 24.14). 

III – O ENGANO DAS NOVAS REVELAÇÕES Falemos ainda sobre outro aspecto da apostasia em relação à autoridade absoluta e exclusiva das Escrituras Sagradas – qual seja, o de novas revelações que deram origem a movimentos religiosos (como o islamismo), ou levaram a rupturas na cristandade (como o mormonismo), todas tendo em comum a falsa crença de que a mensagem da Bíblia teria sido corrompida e de que uma nova e mais “completa” revelação se fazia necessária para “corrigi-la”. Esses grupos podem até fazer uso das Escrituras, mas de modo seletivo, conforme convém à sua nova “revelação”, ou para fins de proselitismo (ou seja, fazer novos adeptos); no entanto, para eles a palavra final em matéria de fé e prática está na sua própria escritura – seja o Alcorão (para os muçulmanos) ou o Livro de Mórmon. Não é necessário aqui analisar esses livros para concluirmos que, só pela pretensão de que a palavra de Deus revelada no passado teria sido corrompida, tais livros não podem ser produto da inspiração divina. Ora, a revelação divina se fez originalmente necessária em razão da Queda, pois o homem havia perdido, pelo pecado, a capacidade de conhecer a Deus apenas pelo testemunho da consciência e da criação. A intervenção de Deus na história levou à formação do povo de Israel, sendo a lei e os profetas um eloquente testemunho dessa revelação às gerações futuras. Depois, com a vinda do Filho de Deus a este mundo, essa revelação não foi alterada, substituída, nem “corrigida”, mas cumprida de tal modo que agora todo aquele que crê n’Ele pode alcançar o fim supremo da revelação divina – a vida eterna (At 17.27; Hb 1.1; Mt 5.17-18; Jo 17.3). Nem tudo foi escrito, mas o que foi escrito é o necessário para alcançarmos este fim, não admitindo subtrações nem acréscimos. Os homens erram, mas Deus não erra e Sua palavra permanece pura, condenando os pecadores em suas gerações, e iluminando como farol aqueles que se apegam a ela (Jo 20.30-31; Ap 22.18-19; 1 Co 10.11; Pv 30.5-6). 

CONCLUSÃO A palavra de Deus é a nossa única regra de fé e prática. Guardemos esse tesouro e não permitamos que tradições e a pretensa autoridade de homens tomem o seu lugar nas igrejas de Cristo.

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