26 julho 2022

005--Jesus e a hipocrisia religiosa - Ensinos de Jesus Lição 05[Pr Denilson Lemes]26jul2022

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 LIÇÃO 5

JESUS E A HIPOCRISIA RELIGIOSA

TEXTO ÁUREO: “Acautelai-vos, primeiramente, do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.” (Lc 12.1)

LEITURA BÍBLICA: MATEUS 15.1-9

INTRODUÇÃO A partir das discussões de membros da liderança política e religiosa do povo de Israel – isto é, os fariseus e saduceus, escribas e doutores da lei – com o Mestre, podemos facilmente constatar que esses homens eram constantemente confrontados pelos ensinos de Jesus. Esse confronto se dava tanto pelo aparente zelo religioso que alardeavam diante do povo, como pela falta de sinceridade de suas vidas diante de Deus – falta de sinceridade essa que é chamada de hipocrisia e que se evidenciava em diversas atitudes pecaminosas que eles encobriam com o véu da falsa religiosidade, e que o Mestre desmascarou oportunamente, exortando-nos a evita-las como um fermento que corrompe a verdadeira piedade.


I – A HIPOCRISIA DESONRA A DEUS (MT 15.1-9) O primeiro episódio que ilustra o perigo da hipocrisia religiosa é aquele em que os escribas e fariseus acusam os discípulos de Jesus de comerem sem lavar as mãos, supostamente invalidando a tradição dos antigos. A base desta acusação é que os antigos costumes dos israelitas, transmitidos oralmente de pai para filho, ao longo de muitas gerações, eram uma espécie de complemento necessário à correta observância da Lei de Deus, a fim de se evitar qualquer transgressão involuntária. No caso em apreço, a tradição ditava a necessidade de lavar-se muitas vezes para que nenhuma impureza porventura involuntariamente se apegasse ao corpo ou às mãos, e assim contaminasse o interior do indivíduo se este, com as mãos impuras, ingerisse algum alimento (cf. Mc 7.3-4; At 10.14). O Senhor Jesus devolve então a pergunta dos escribas e fariseus apontando uma falta ainda mais grave cometida por eles mesmos (cf. Mt 7.3-5). O Mestre demonstra, pela citação de um caso particular, que a tradição dos antigos contradizia o mandamento de Deus; e que, especialmente nesse caso de contradição, era preferida pelos fariseus e escribas à própria palavra de Deus. No primeiro aspecto, essa tradição se mostrava ser doutrina de homens, e não de Deus, pois a palavra divina não se contradiz. No segundo aspecto, o zelo daqueles líderes ficava desmascarado como hipocrisia religiosa, pois, embora afirmassem louvar a Deus, na verdade O negavam e desonravam, ao preferir a palavra de homens quando esta se opunha ao mandamento (cf. At 5.29). E este é apenas um dentre muitos outros casos que Jesus desmascara como uma prática ou atitude que, embora fosse guardada religiosamente pelos judeus, era contrária ao próprio espírito da Lei de Deus. A faceta da hipocrisia aqui ilustrada revela a terrível realidade espiritual de que o homem tende a buscar aceitação com Deus não em uma sincera disposição do coração que o impulsione a obedecer sem reservas aos mandamentos; mas em uma aparência de religião, enganando-se com a idéia de que ser aceito ou justo aos olhos dos homens é o mesmo que ser aceito e justo com Deus. E, por isso mesmo, ele se sente à vontade para repelir os mandamentos no seu íntimo, fomentando vícios e julgando que a pureza exterior é suficiente aos olhos de Deus (cf. Mt 15.10-11, 17-20; Lc 10.39-40). E, se não bastasse o fato de que o Senhor não aceita a atitude exterior desacompanhada da piedade no coração; esta passagem também revela que, levado por esse tipo de hipocrisia, o homem tende a se cercar de apoios religiosos exteriores criados por sua própria vontade e invenção, sob os mais diversos pretextos de piedade e “melhor” obediência a Deus, os quais não passam de práticas carnais, de verdadeiros ídolos; ou, tal como fermento, de doutrinas humanas que contaminam e invalidam todo esforço de se agradar a Deus (cf. 1 Sm 15.22-23; Cl 2.23; Mt 16.5-12). 

II – A HIPOCRISIA JULGA PELA APARÊNCIA (LC 6.41-46) Esta passagem reúne dois aspectos importantes do ensino de Jesus acerca do perigo da hipocrisia. O primeiro deles se encontra no fato de que o hipócrita tende a apontar e julgar as faltas que vê no próximo, ao invés de considerar os seus próprios pecados e procurar lidar com eles para o seu próprio bem (cf. Lm 3.39; 1 Jo 1.8). Os pecados daquele que é julgado pelo hipócrita são considerados menores (como um argueiro diante de uma trave) porque o que julga vê considera apenas a aparência, não sendo capaz de sondar a disposição do coração – de onde sai aquilo que realmente purifica ou contamina o homem. Assim, ao julgar o próximo, além de presumir um direito exclusivamente divino – há apenas um Juiz, que é Deus – o hipócrita pode estar muito longe da realidade do juízo divino quanto ao próximo e quanto a si mesmo (cf. Lc 18.10-14; Tg 4.12). O erro do hipócrita está em julgar pela aparência, e não segundo a reta justiça, como disse Jesus em outro lugar. Mas a citação: “Tira primeiro a trave...” sugere que o hipócrita negligencia o exame de sua própria consciência, mais fácil de se realizar em relação a si mesmo do que em relação ao próximo; tanto mais porque a comparação que se segue da árvore e seus frutos ilustra claramente que, quando nos julgamos a nós mesmos, a justiça ou impiedade se evidenciam por aquilo que procede do nosso coração, na forma de palavras ou obras, assim como o fruto evidencia o tipo de árvore. O hipócrita, ignorando o testemunho da sua própria consciência, prefere se ocultar na religiosidade que ostenta diante dos homens, pela qual condena os demais e se justifica a si mesmo (cf. Mt 12.34-37; Rm 2.1-3). 

III – OS HIPÓCRITAS SERÃO CONDENADOS POR DEUS (MT 23.1-4) A última passagem da lição é a que mais extensamente ilustra a gravidade do pecado da hipocrisia e a extensão de suas terríveis conseqüências e efeitos. Jesus inicia este discurso reconhecendo a existência daqueles que se incumbem de ensinar a doutrina. Existe o perigo dos falsos profetas, sim, como Jesus adverte em outro lugar; mas aqui Ele chama nossa atenção para aqueles que, embora ensinem a verdade com suas palavras, não a ensinam com suas obras, mas antes a negam. São rigorosos sobre o cumprimento da palavra por parte dos que os ouvem, mas não estão dispostos a cumpri-la por si mesmos (cf. 2 Tm 3.5). Não que os mandamentos de Deus sejam pesados; mas a forma como o hipócrita apresenta a doutrina de Deus não admite compaixão, misericórdia, mas apenas a constante ameaça da condenação para os faltosos (cf. Mt 12.7; 11.29; 1 Jo 5.3). Seguem-se então os ais, isto é, a ira de Deus atraída pela hipocrisia e seu desserviço ao reino dos céus. Consideremos (vv. 13-15) quantos são espiritualmente prejudicados pelo hipócrita, que não entra ele mesmo no reino dos céus por não obedecer à vontade de Deus, e impede outras almas, julgando-as e condenando-as injustamente pelos seus pecados, privando-as de qualquer apelo à misericórdia e perdão divinos. Quantos são os que se enganam com a sua aparência de piedade, enquanto o hipócrita se vale da boa vontade dos mais simples para se beneficiar a si mesmo (cf. 1 Tm 6.5). Como, no seu anseio por promover sua própria autoridade, o hipócrita até consegue trazer novos aderentes à fé, mas estes, com o tempo, aprendem os caminhos da dissimulação, tornando-se mais dignos de condenação do que seus mestres. Enfim, não obstante a hipocrisia ser um pecado que pressupõe o conhecimento da piedade, da religião, do evangelho, e mesmo de Cristo; naquele dia será desmascarada como a atitude daquele que, por praticar a iniqüidade, seja por qual pretexto for, jamais foi conhecido por Cristo (cf. Lc 13.25-27). 

CONCLUSÃO Porfiemos por viver o evangelho em sinceridade e verdade, julgando-nos a nós mesmos como estando diante de Deus, sabendo que Ele não olha o exterior, mas sim o interior, e que a Sua vontade é que a Sua palavra seja ouvida, guardada em nossos corações, e aplicada em nossos caminhos. 

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19 julho 2022

004--Jesus e o amor ao próximo - Ensinos de Jesus Lição 04[Pr Denilson Lemes]19jul2022

            
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 LIÇÃO 4 

JESUS E O AMOR AO PRÓXIMO 

TEXTO ÁUREO: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.” (Rm 13.8) 

LEITURA BÍBLICA: LUCAS 10.25-37 

INTRODUÇÃO Alguns dos ensinos mais notórios e surpreendentes de Jesus são aqueles que dizem respeito ao nosso relacionamento com o próximo. Surpreendendo a muitos religiosos que esperavam poder justificar-se diante de Deus à parte e alheios aos seus semelhantes, a máxima exarada no mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” – e demonstrada perfeitamente na obra consumada na cruz – ilustra a importância vital da prática do amor ao próximo, em todas as suas aplicações e aspectos, para aquele que verdadeiramente deseja seguir o Mestre. 

I – QUEM É O MEU PRÓXIMO? (LC 10.25-37) A questão inicial proposta a Jesus pelo escriba não é diferente daquela feita pelo jovem rico, exceto que desta vez a intenção era a de tentar o Mestre, esperando que Ele dissesse algo que destoasse da Lei. O escriba desejava saber o que fazer para herdar a vida eterna e a resposta é extraída pelo Mestre da própria boca do inquiridor: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo”. Há que se destacar que a parte final desta citação não consta na mesma passagem (cf. Dt 6.5; Lv 19.18), mas, ao ser indagado em passagens paralelas, tanto Jesus afirmou como os próprios escribas reconheceram que amar a Deus e ao próximo eram os mais importantes mandamentos, e que esta era a essência da Lei (cf. Mt 22.34-40; Mc 12.28-34). É louvável que este homem tenha admitido que a verdadeira piedade consiste mais numa disposição interior de sinceridade e voluntariedade para com Deus do que em formas exteriores de religiosidade; e considerado que amar o próximo seja um mandamento de quase igual importância. Mesmo assim, ele procura tranquilizar sua própria consciência diante do conselho: “Faze isso e viverás”, e recorre ao subterfúgio de perguntar: “Quem é o meu próximo”, sugerindo o seu desconforto com o fato de que devemos amar a todas as pessoas, sem exceção – e não apenas amar os que nos amam, e odiar nossos inimigos, como dizia a tradição dos antigos. Jesus responde ao escriba com uma ilustração cujo ensino é de que qualquer pessoa é o nosso próximo, mesmo aquele que por qualquer outro motivo seríamos levados a considerar um inimigo; e ao mesmo tempo condena a hipocrisia dos escribas e fariseus, apontando sua falta de compaixão e misericórdia, não com inimigos, mas com seus próprios conterrâneos, a despeito de toda a sua religiosidade (cf. Mt 12.7). Era um judeu, como eles, que descia de Jerusalém para Jericó, e que havia caído na emboscada dos assaltantes; mas nem a religião do levita, nem a ciência do doutor foram suficientes para comovê-los em relação ao seu próximo; ao passo que o samaritano, “vendo-o, moveu-se de íntima compaixão”, e isto a despeito da acirrada aversão que havia entre judeus e samaritanos (cf. Jo 4.9, 20). O escriba admitiu, a contragosto, que o samaritano havia sido o próximo do judeu ferido na estrada, porquanto havia usado de misericórdia; e aqui chamamos a atenção para o aspecto de que amar o próximo significa ser o próximo de outro. Os escribas e fariseus amavam apenas aqueles que os amavam, numa atitude semelhante à de muitos hoje que acreditam ser o sentido do mandamento em pauta; mas a lição aqui é que não devemos amar apenas amigos, parentes ou irmãos na fé; devemos amar a todos os nossos semelhantes, sejam eles estranhos, sejam eles inimigos (como o samaritano poderia ter considerado o judeu, e vice-versa), estando sempre prontos para ser o próximo de qualquer um que precisar da nossa misericórdia e compaixão (cf. Mt 5.43-45; Rm 12.20-21).

II – HUMILDADE, ESCÂNDALOS E PERDÃO (LC 17.1-4) Esta passagem condensa de forma breve o ensino registrado por outros evangelistas, e nela Jesus trata de dois assuntos diretamente relacionados com o amor ao próximo, particularmente no âmbito do amor entre os irmãos. Ora, os discípulos disputavam entre si sobre qual seria o maior deles, e o Senhor repreende essa atitude, ensinando-lhes que a grandeza no reino dos céus está em servir, em ser humilde, e não em ser altivo e desdenhoso em relação ao próximo – ora, somente aquele que ama o próximo é humilde como uma criança (cf. Mt 18.1-5; 20.26-28). O contrário, por sua vez, também é verdadeiro: aquele que não ama despreza, e não se importa se suas atitudes ou palavras servem de ofensa e tropeço na fé para aqueles que crêem (cf. Rm 14.13-15). Jesus afirma ser necessário que os escândalos ocorram porque o amor inevitavelmente esfriará como sinal dos tempos, e com isto se manifestarão aqueles que realmente são sinceros, a despeito das ofensas e escândalos do mundo; e aqueles que não têm o amor de Deus em seus corações (cf. Mt 24.10-13; 1 Jo 2.9-11). A exortação aos discípulos: “Olhai por vós mesmos”, se aplica ao cuidado que devemos ter para evitar o escândalo, isto é, não servir de ofensa ou tropeço aos irmãos; e, caso nos lembremos de que temos algo em que poderíamos escandalizar o próximo, humildemente buscar a reconciliação (cf. Mt 5.25-26; Mc 9.43-48). Por outro lado, quando é o próximo quem nos ofende, devemos instá-lo ao arrependimento e prontamente perdoá-lo; e não condená-lo, tampouco nos permitir o escândalo. O perdão é uma das aplicações do amor que mais ilustra a natureza divina desta virtude, uma vez que só perdoa ao próximo as ofensas cometidas contra si aquele que compreende que foi perdoado, numa escala infinitamente maior, das suas próprias ofensas contra Deus (cf. Mt 18.23-35; Gl 6.1-2; Ef 4.32). 

III – AMAR O PRÓXIMO É AMAR A CRISTO (MT 25.31-46) A importância da prática do amor será claramente revelada na eternidade, conforme ilustrado nesta última passagem da nossa lição. Naquele grande e último dia, quando o Filho do homem vier em Sua glória, o testemunho mais notório dos salvos será o de não apenas conheceram, mas cumpriram o segundo grande mandamento, amando “por obra e em verdade” (cf. 1 Jo 3.17-18). Notemos que os fiéis aqui são celebrados pelo seu amor ao próximo, e não pelo seu amor a Deus, mas isto em nada confunde a importância de ambos os mandamentos; antes, destaca a íntima relação entre ambos os aspectos de uma mesma virtude divina. Primeiro, porque é o próprio Deus quem nos manda amar uns aos outros, porquanto Ele nos ama, e em Jesus temos o exemplo de que devemos amar aqueles que Deus ama (cf. Jo 15.9-12; 1 Jo 4.7-11; 5.1). Segundo, porque, amando uns aos outros como Ele nos amou, seremos reconhecidos como discípulos de Cristo, como aqueles que, amando uns aos outros, amam o próprio Deus (cf. Jo 13.34-35). Terceiro, porque é mais fácil amar o próximo, que podemos ver, do que a Deus, que não podemos ver (1 Jo 4.20). A lógica deste argumento é que, enquanto Deus é todo suficiente, não dependendo de nenhuma demonstração particular de nosso amor para com Ele, daí exigindo a devoção da totalidade do nosso ser; o amor pelo próximo se manifesta em atos particulares, como aqueles ilustrados nesta passagem, e não em uma dedicação integral e exclusiva de Deus. E, por último, porque Jesus, enquanto esteve entre os discípulos, era objeto desse amor “visível” ou de obras, por assim dizer; mas, ausentando-se deles ao voltar para o Pai, não os desobrigou, mas antes apenas transferiu o objeto desse amor d’Ele mesmo enquanto fisicamente presente para os próprios discípulos e fiéis, como Sua representação física neste mundo. 

CONCLUSÃO Se amamos a Deus, que amemos também uns aos outros e ao próximo como a nós mesmos, para que assim a semelhança de Cristo Jesus, que amou o mundo e os Seus até o fim, seja contemplada em nós e o Pai seja glorificado naqueles que não apenas falam, mas vivem o amor de Deus.

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12 julho 2022

003-Jesus e a Fé - Ensino de Jesus Lição 03[Pr Denilson Lemes]12jul2022

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 LIÇÃO 03 

JESUS E A FÉ 

TEXTO ÁUREO: “Porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá — e há de passar; e nada vos será impossível” (Mt 17.20) 

LEITURA BÍBLICA: MATEUS 8.5-13 

INTRODUÇÃO Há muitas ocasiões registradas nos evangelhos em que o Senhor Jesus ensina importantes aspectos da fé. Na lição de hoje consideraremos algumas das passagens mais representativas sobre o assunto, e veremos que, embora a fé ilustrada nos evangelhos seja simples e fácil de compreender, ainda assim Jesus chama nossa atenção para importantes aspectos dessa virtude, sem os quais qual não é possível caracterizá-la como um verdadeiro dom de Deus. 

I – UM EXEMPLO DE GRANDE FÉ (MT 8.5-13) Vários episódios narrados nos evangelhos ilustram a atitude de indivíduos que vieram até Jesus em busca de socorro ou salvação e, por manifestarem, de diferentes maneiras, uma fé verdadeira, foram atendidas por Cristo. Um desses episódios ocorreu quando Jesus estava em Cafarnaum; um centurião romano cujo servo, muito querido, encontrava-se enfermo, dirige-se ao Senhor em busca da cura. Os judeus incentivam o Mestre a atender o seu pedido, pois, apesar de ser um gentio, eles acreditavam que o centurião fosse merecedor do milagre, em razão da sua piedade. Contudo, ele havia enviado os judeus para que rogassem em seu favor por ter se considerado indigno de se aproximar de Jesus – o que ele reafirma quando fica sabendo que o Mestre estava a caminho de sua casa (cf. Lc 7.6-7). Certamente tendo ouvido falar dos milagres de Jesus, o centurião via em Cristo uma autoridade que não apenas era de natureza diferente da autoridade política e militar dos romanos, mas muito superior à sua – daí a sua humildade perante o Senhor, mesmo pertencendo Ele a um povo que se encontrava sob a autoridade de Roma. E então conclui acertadamente que, se um centurião, que não era a patente mais alta do exército romano, era obedecido pelos seus servos e soldados, os quais faziam cumprir a sua palavra; quanto mais aqu’Ele que tinha poder sobre as doenças e demônios seria prontamente obedecido, se tão somente dissesse uma palavra para que seu servo fosse curado. Jesus se maravilha com as palavras do centurião, e exalta essa demonstração de fé como algo excepcional, mesmo em relação aos israelitas, entre os quais vinha pregando, ensinando e fazendo milagres. Podemos destacar, antes de tudo, que a primeira característica dessa fé recomendada por Cristo está no senso de poder e grandeza que o centurião vislumbrou na pessoa de Jesus, ao mesmo tempo em que, diante d’Ele, sentiu sua própria pequenez e indignidade. Enquanto a maioria dos judeus só manifestou algo dessa percepção quando presenciaram Jesus realizando algum milagre, o oficial romano, tendo apenas ouvido falar de Jesus, creu nos Seus milagres e entendeu que eram sinais de que Ele havia sido enviado por Deus (cf. Lc 5.8-9, 26; Jo 4.48; 20.29). Além disso, notemos que ele teve esperança de ser atendido mesmo não merecendo o milagre, o que implica sua fé na misericórdia do Senhor Jesus. Por fim, a comparação da autoridade menor, isto é, a do centurião, com a maior, isto é, a de Cristo, implica na admissão de que Jesus não apenas podia curar o servo doente, mas podia fazê-lo à distância, pela Sua mera palavra – se tão somente assim o desejasse. Esses são elementos fundamentais de uma fé genuína, e são mais de uma vez ilustrados em outros episódios dos evangelhos – fé no poder de Deus, para quem nada é impossível; e na Sua vontade, segundo a qual Ele faz aquilo que deseja, e por isso podemos ter esperança de sermos atendidos naquilo que pedirmos conforme a Sua vontade (cf. Lc 1.37; Mt 8.2; Mc 9.23). 

II – UM EXEMPLO DE UNANIMIDADE NA FÉ (MT 9.1-7) O segundo episódio que propomos para estudo destaca a atitude de fé de um grupo de pessoas – precisamente, cinco: um paralítico deitado numa cama e os quatro homens que o trouxeram a Jesus (cf. Mc 2.3). O Senhor, considerando o ato de fé conjunta e unânime em favor da causa do paralítico, embora não o tenha curado logo de início, declarou o perdão dos seus pecados, e exortou-o a se animar, porquanto a causa da sua punição física havia sido removida, e, mesmo ainda enfermo, agora podia ter uma boa consciência para com Deus, na certeza de alcançar favor e misericórdia para o futuro. Mas a fé daqueles homens foi recompensada além das suas expectativas, quando, após ser questionado quanto à autoridade com que perdoava pecados, o Senhor Jesus ainda o curou a paralisia daquele homem. O que queremos destacar neste episódio, porém, é o fato de que Jesus atentou para a fé de daqueles homens, numa indicação de que uma fé genuína não produz benefícios apenas para o que crê, mas também para outros, quer participem dessa fé por si mesmos ou não. Basta lembrar do exemplo do centurião, que pela fé alcançou a cura do servo; e de outros casos semelhantes (cf. At 16.31-34). Não significa que o paralítico não tivesse fé como os seus companheiros, ou que não poderia ter sido encontrado pelo Salvador como aquele que jazia no tanque de Betesda, por exemplo. Contudo, este caso foi registrado de modo a ilustrar que a unanimidade entre aqueles que crêem pode alcançar grandes benefícios da parte de Deus em favor até mesmo daqueles que não têm fé suficiente para receber o que buscam (cf. Tg 5.14-15; Mt 18.18-20). 

III – DOIS CASOS DE FALTA DE FÉ (MT 17.14-21) Na passagem em apreço, Jesus é instado pelo pai de um jovem endemoninhado a curar seu filho. Anteriormente, ele havia trazido o menino até os discípulos, mas estes não conseguiram curá-lo. Após repreender severamente a incredulidade daqueles que, talvez por este fracasso dos discípulos, duvidavam do Seu poder (cf. Mc 9.16-19), Jesus manda trazer o jovem, repreende o demônio, e o menino é imediatamente curado. Mas a primeira lição de fé aqui não está na conversa particular que se seguiu entre Jesus e os discípulos, mas, antes mesmo do milagre, nas palavras trocadas entre o Senhor e o pai do menino (cf. Mc 9.21-24). Aflito demais pela condição de seu filho, desesperado ante a incapacidade dos discípulos de solucionarem o seu problema, o pobre homem revela sua hesitação em crer no poder de Jesus: “se tu podes fazer alguma coisa”, ao que Jesus responde que a dificuldade não estava n’Ele, mas no próprio homem: “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê”. Deus pode e quer socorrer aqueles que O buscam; contudo, a resposta de Jesus revela que essa busca deve ser por fé, e o pai do menino até o último instante lutava e oscilava entre fé e incredulidade (cf. Hb 11.6; Tg 1.6-7). Após o milagre, os discípulos questionam por que não conseguiram expulsar o demônio, como das outras vezes (cf. Lc 10.17). Inicialmente, a resposta de Jesus não é muito diferente daquela que foi dada ao pai do menino: “Por causa da vossa pequena fé”. Mas, neste caso, o Senhor não nega que os discípulos tivessem alguma fé, mas antes os incentiva dizendo que mesmo uma fé como um grão de mostarda é capaz de realizar grandes coisas – de fato, uma fé genuína sempre obterá uma resposta de Deus, mesmo quando se mostre pequena. Contudo, há situações onde só é possível alcançar o que se busca através da perseverança nessa fé – perseverança esta representada aqui na oração e no jejum (cf. Mt 7.7-11; Lc 18.1-8). 

CONCLUSÃO A fé apresentada e ilustrada nos evangelhos sinóticos não é diferente da fé revelada nas demais Escrituras; seu fundamento é o poder e a vontade de Deus, sua esfera de ação é tanto particular e individual como pode mover a muitos pela unanimidade dos que crêem, e sempre obtém de Deus uma resposta que surpreende nossas expectativas.

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05 julho 2022

002- Jesus e a renúncia - Ensinos de Jesus Lição 02 [Pr Denilson Lemes]05jul2022


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 LIÇÃO 2 

JESUS E A RENÚNCIA 

TEXTO ÁUREO: “Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33) 

LEITURA BÍBLICA: MATEUS 16.21-28 

INTRODUÇÃO Na lição anterior, estudamos a salvação no seu aspecto geral, conforme ilustrado em algumas passagens dos evangelhos, e finalizamos fazendo menção à renúncia, como um aspecto negligenciado por muitos que procuram entrar pela porta estreita, mas que por causa disso naquele dia se verão do lado de fora. Portanto, na lição de hoje nos deteremos mais sobre este tema em particular, que no ministério de ensino de Jesus recebeu a devida consideração como um pré-requisito indispensável àquele que deseja seguir a Cristo e herdar a vida eterna. 

I – A RENÚNCIA E O EXEMPLO DE CRISTO (MT 16.24-28) O contexto desta passagem é a confissão de Pedro de que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo. Louvando a graça do Pai por revelar essa verdade tão sublime a Simão, o Senhor ordena que eles mantenham segredo, e explica que, antes, seria necessário que Ele padecesse muito, e fosse morto, para então ressuscitar e assim entrar na Sua glória. Pedro, então, manifesta sua indignação com essas palavras, sem dúvida movido por um zelo natural para com o Mestre, que de modo algum merecia padecer, ainda mais de forma tão brutal e injusta. Mas o Senhor discerne, por trás das boas intenções do apóstolo, uma instigação de Satanás a não obedecer à vontade de Deus; pois o instinto de autopreservação, a que o homem naturalmente cede ante o risco da morte, opunha-se diametralmente à vontade do Pai para com o Filho. Satanás sabe o quanto o homem natural ama a si mesmo e a sua própria vida, sendo capaz de abrir mão de tudo o mais para preservá-la (cf. Jó 1.9-11; 2.4-5). Discernindo o tropeço que Satanás propunha lançar em Seu caminho, Jesus repreende o adversário e vence essa tentação (cf. Mt 26.39; Jo 12.27). Mas, a fim de que não nos horrorizemos com a idéia de morrer segundo a vontade de Deus, o Senhor então explica que todos aqueles que desejam ser Seus discípulos devem trilhar o mesmo caminho (cf. Jo 12.26; 1 Pe 2.21). “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e sigame” significa que esse é um caminho voluntário, onde é necessário negar-se a si mesmo, ou seja, abrir mão do amor próprio, do ter a vida por preciosa e não merecedora daquilo que criaturas mortais e pecadoras merecem; entender que o discípulo não é maior nem melhor que o Mestre – se Jesus, o Filho de Deus, sofreu e padeceu ao assumir a nossa semelhança, quanto mais nós, que estamos sujeitos a essa condição tão frágil e enferma enquanto estivermos neste mundo (cf. Fp 2.7-8). Mas, mais do que negar-se a si mesmo, é preciso tomar a cruz e seguir a Cristo; devemos estar dispostos a ser reduzidos a nada e perder tudo especialmente em conseqüência de nosso amor a Cristo e ao evangelho. Aquele que segue a Cristo é odiado por causa da verdade, assim como o Mestre, e tentado a aceitar a amizade do mundo, sob a condição de abrir mão do amor a Deus (cf. Jo 15.18-20; 1 Jo 2.15-17). Tomar a própria cruz e padecer com Cristo, na consciência de que esta é a vontade de Deus, é um dom (Fp 1.29-30). A conclusão é que, aquele que amar a sua própria vida neste mundo a perderá eternamente; e aquele que abrir mão desta vida por causa de Cristo, ainda que morra, viverá eternamente. Os interesses que o homem busca nesta vida se desfarão na morte, e a sua alma – isto é, o mesmo homem considerado sob o ponto de vista da eternidade – se perderá. Mas, renunciando por amor a Cristo, o proveito para a alma será a vida eterna. De fato, estará tendo proveito, ou lucro incomparavelmente maior, ao trocar esta vida passageira pela vida eterna (Mt 10.28; 2 Tm 2.11; Ap 2.10). 

II – A RENÚNCIA E SUAS DIFICULDADES (LC 14.25-35) A próxima passagem começa com uma colocação polêmica, mas fácil de entender à luz do que já estudamos. Jesus não está nos mandando abandonar a afeição natural por nossos familiares para que possamos segui-l’O; mas, embora não seja normal, nem desejável, ter nos familiares nossos opositores ou inimigos, é preciso considerar que pai, mãe, filhos e amigos também podem se opor ao evangelho e tentar nos impedir de abraçá-lo. E, quando o amor a Deus e a obediência ao evangelho são condicionadas à aprovação dos homens, essa atitude expressa uma inclinação carnal, tão condenável quanto o amor próprio (cf. Mt 10.34-36; Lc 12.51-53). Ter de renunciar à aprovação ou à afeição daqueles que amamos é uma das grandes dificuldades encontradas por aqueles que desejam seguir a Jesus, mas o evangelho não encobre essa verdade. Somente os insensatos se iludem com a idéia de encontrar apenas alegrias e facilidades, sem atinar com a grandeza do reino de Deus e o quanto se requer do homem em comprometimento e sinceridade (cf. Lc 16.16). Seguir a Cristo é como construir um edifício – o que pode demorar e exigir muitos gastos, mas a grandeza e utilidade do edifício concluído é que motiva o construtor a trabalhar até o fim; ou como uma guerra, que causa fome, doenças, morte, põe os homens uns contra os outros, mas aquilo que está em disputa justifica a determinação de o rei seguir com o conflito até o fim. Assim a recompensa do evangelho é grandiosa, mas para aqueles que envidarem esforços em servir a Cristo, ainda que sob as maiores penalidades, até o fim (cf. Mt 10.22; Hb 10.35-39). 

III – A RENÚNCIA É INEGOCIÁVEL (LC 9.57-62) Nesta última passagem, temos o relato de três homens que desejaram seguir a Cristo, mas foram impedidos por diferentes dificuldades. O primeiro, identificado também como um escriba (Mt 8.19-22) estava pronto a seguir a Cristo de imediato, mas a palavra de Jesus: “As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”, sugerem que ele, acostumado a um trabalho tranqüilo, honrado por todos e bem remunerado, talvez não estivesse tão consciente das dificuldades pelas quais Jesus e os discípulos passavam, e certamente não suportaria receber o mesmo tratamento recebiam do mundo (cf. Jo 12.42-43). O segundo parece que tinha o pai em idade muito avançada ou por alguma outra causa na iminência de morrer, e considerava muito difícil deixá-lo, sabendo que este poderia partir na ausência do filho. Se o dever ordinário para com aqueles que amamos de algum modo nos obsta de fazer a vontade de Deus (e, no caso deste discípulo, importava que ele seguisse literalmente a Cristo), consideremos que há tarefas que outros podem realizar, ao passo que o chamado do evangelho é particular e único (cf. Lc 10.39-42). Por último, aquele que se propõe seguir a Cristo, mas pede uma dispensa temporária para fazer algo que cumprir o seu dever para com Cristo nesse período, recebe talvez a mais dura repreensão: “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”. Olhar para trás significa falta de resolução em seguir a Cristo; propor-se ou iniciar a fazê-lo, mas depois desviar a atenção para outros interesses incompatíveis com a natureza do evangelho (cf. Mt 13.22; Lc 17.32). 

CONCLUSÃO Só é verdadeiro discípulo de Cristo aquele que renuncia a tudo, isto é, prefere a Cristo mais do que tudo, até a própria vida, estando disposto a abrir mão para não perder a Jesus. Não quer dizer que devemos ativamente nos desfazer de todas estas coisas, mas estar prontos para abrir mão de tudo, quando e se de algum modo essas coisas se interpuserem em nossa caminhada para o céu.

PARA USO DO PROFESSOR

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