22 outubro 2019

004-A instituição da Primeira Páscoa - Êxodo Lição 04 [Pr Afonso Chaves] 22out2019


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LIÇÃO 4 
A INSTITUIÇÃO DA PRIMEIRA PÁSCOA 

TEXTO ÁUREO
“Assim, pois, o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor” (Ex 12.11). 

LEITURA BÍBLICA: ÊXODO 12.1-13 

INTRODUÇÃO 
Como visto na lição passada, as pragas vão se agravando até chegar ao seu ponto máximo, que é a décima. Em todas as pragas, o Senhor endureceu o coração de Faraó com o objetivo de alcançar esta última, e para que então ele deixasse ir o povo totalmente – e a ordem do Senhor para o povo era que saíssem a toda pressa do Egito. Esta última praga consistia na morte de todos os primogênitos na terra do Egito. 

I – A PÁSCOA 
A expressão “na terra” e não “da terra” do Egito mostra que todos os primogênitos que habitavam no Egito, tanto dos egípcios quanto dos israelitas, estavam debaixo da mesma situação – o pecado – e, como o salário do pecado é a morte, a justiça de Deus seria aplicada sem distinção. 
Mas como conciliar a misericórdia e a justiça? Debaixo da ira de Deus perecerá tanto um quanto outro e assim, desde Êxodo, já se começa a vislumbrar a essência do evangelho. 
O juízo vem sobre todos, mas não se vê entre os israelitas primogênitos mortos. 
O que acontece é que, nesse caso, a ira de Deus recai sobre um substituto – o cordeiro pascal. 
À meia noite o anjo da morte passa por todo Egito, inclusive na terra de Gósen, trazendo o pagamento pelo pecado, mas na casa onde há a marca do sangue nos umbrais da porta, ele passa por cima. 
O anjo destruidor não reconhece a diferença entre as casas egípcias e israelitas, mas sim a marca do sangue. 
A razão dessa distinção está exatamente no objetivo do anjo – tirar a vida de um primogênito na casa, todavia, avistando sangue, concluía-se que ali já havia acontecido o juízo, então passaria por cima. Nesta casa não haveria mortandade, mas sim salvação pela morte de um inocente. 
Percebe-se que a ira de Deus vem; não há injustiça – como morte apenas na casa dos egípcios e não na dos israelitas; há morte tanto em uma casa quanto na outra. 
A diferença é que na casa dos israelitas Deus providencia um substituto sobre o qual recai a sua ira para poupar aquela casa. 
Essa é a diferença entre aqueles que servem a Deus e os que não servem. Não há como o anjo destruidor trazer a morte para uma casa onde ela já esteja presente. Muito interessante é observar que, mesmo onde houve morte, foi preservada a vida. 
A morte do cordeiro preservou a vida do primogênito da casa. 

II – OS ELEMENTOS DA PÁSCOA 
Para que esse livramento do Senhor se efetivasse, os israelitas teriam que cumprir as ordenanças prescritas por Moisés. A primeira delas era separar um cordeiro macho de um ano, sem mácula, que seria tomado das ovelhas ou das cabras. 
Não poderia haver nenhum tipo de defeito físico, deformação, enfermidade, etc. (1 Pe 1.19 e Jo 1.29). Este cordeiro deveria ser separado no 10º dia e sacrificado à tarde (entre as tardes) do 14º dia ao por do Sol. Para satisfazer às exigências de um Deus perfeito, nada além de um sacrifício perfeito (Lv 22.22), a fim de que seu nome fosse glorificado. 
Como dentre os homens não se achou nem um justo sequer (Rm 3.10), Deus enviou Seu próprio Filho, nascido sob a Lei, para ser um sacrifício aceitável diante dEle (Gn 22.8). 
 A segunda exigência: “E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães asmos; com ervas amargosas a comerão” (v. 8). 
A família dentro da casa além de imolar o cordeiro, tinha que se alimentar dele – ou seja, além da proteção para aquela noite, o cordeiro também seria a provisão alimentar. Coisa alguma podia restar do cordeiro pascal; mas, se sobrasse alguma porção da carne, deveria ser consumida no fogo. 
Isto porque, primeiro, tratava-se de uma obra completa e perfeita. Segundo, porque parte alguma do sacrifício sagrado podia ser consumido com outro propósito – como por exemplo, servir para o almoço do dia seguinte. 
Quanto aos pães, deveriam ser sem fermento, ou seja, uma massa pura e sem mistura cuja simbologia era a de uma vida nova purificada do fermento da natureza pecadora (1 Co 5.7, 8); e as ervas amargas no futuro os lembraria da paixão de Cristo (Hb 2.9; Lc 24.46; 1 Co 11.26). 
Os israelitas tinham que comer a páscoa prontos para sair rapidamente do Egito – esta é a terceira exigência. Tinham que estar livres de qualquer impedimento para a caminhada – por isso os lombos cingidos, para que as vestes não os atrapalhassem na jornada; enquanto as sandálias e o cajado eram objetos que as pessoas usavam quando saíam de casa. 
O cajado era companhia constante dos viajantes, seu apoio e ajuda. Assim, apesar de estarem ainda dentro de suas casas, eles estariam preparados para sair delas, prontos para a jornada. Comeriam vestidos para viajar; um novo lar e um novo destino esperavam por eles. 


III – CRISTO, NOSSA PÁSCOA 
A páscoa era um sacrifício. Embora não tenha sido realizada no Egito por um sacerdote (Ex 12.27), após o Êxodo, nunca mais seria permitido que a páscoa fosse imolada em outro lugar senão no lugar que Deus escolhera: “Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o Senhor teu Deus; senão no lugar que escolher o Senhor teu Deus, para habitar o seu nome, ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao por do Sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito”. 
Os israelitas seriam direcionados por Deus a um único lugar escolhido pelo próprio Senhor, lugar este onde faria habitar o seu próprio nome e que, a princípio, seria o tabernáculo, depois o templo e, por fim, o próprio Senhor Jesus Cristo (Êx 34.25; Dt 16.2; Ag 2.9). 
Sacrifício é uma oferta de sangue para aplacar a ira de um Deus justo e santo, que abomina o pecado e que pune o pecador. Então é uma satisfação propiciatória prestada a Deus. Somente por meio desse sacrifício que um israelita tinha acesso a Deus. 
O efeito do sacrifício da páscoa seria extraordinário, porque primeiro aplacaria a ira de Deus, satisfaria à sua justiça e também proporcionaria ao homem perdão e oportunidade de oferecer ao Senhor as demais ofertas – seria a porta de acesso a Deus. 
Desta forma fica claro para o leitor da Bíblia o entendimento de que Cristo é a nossa Páscoa. O sacrifício realizado por Ele foi perfeito, pois primeiro satisfez a Deus aplacando a sua ira. Também através de Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas, inclusive o homem (Cl 1.20; 2 Co 5.18). Esta grande obra foi idealizada e concretizada pelo próprio Deus – “...Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho”. 
Em Jo 1.29 Jesus é identificado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Na data exata da festa da páscoa dos judeus, enquanto o cordeiro pascal estava sendo imolado, segundo a figura, Jesus – o verdadeiro Cordeiro de Deus – também estava sendo imolado na cruz. É através desse sacrifício que, pela fé, o homem tem acesso a Deus (Jo 14.6). 

CONCLUSÃO 
A celebração da primeira páscoa foi o começo a um novo calendário para o povo israelita, assim como Jesus foi o começo de um novo tempo para o cristão. 
Essa festa seria celebrada como um memorial do livramento do povo da escravidão. O povo deveria se reunir anualmente e comemorar com a morte de um cordeiro. 
Por isso também, a páscoa não consiste na celebração da ressurreição e sim da morte de Jesus, porque é através da Sua morte que fomos resgatados da nossa vã maneira de viver. 

PARA USO DO PROFESSOR





AUTORIA
Comissão da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus Ministério Guaratinguetá-SP.


APOIO
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