27 março 2019

013-A doutrina sobre o Sábado - Doutrinas Lição [Pr Afonso Chaves]26mar2019



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LIÇÃO 13 - A DOUTRINA DO SÁBADO 

TEXTO ÁUREO
“E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera” (Gn 2.3). 

LEITURA BÍBLICA: MATEUS 12.1-8 

INTRODUÇÃO 
Existe muita polêmica em torno da guarda do sábado; mas esta não é uma questão apenas para polêmica, pois envolve uma preciosa promessa de Deus para o Seu povo, e precisa ser examinada com cuidado, para que possamos entender o verdadeiro propósito de Deus ao instituir um dia de repouso consagrado a Ele, e como isto realmente se cumpre em nossas vidas. 

I – A INSTITUIÇÃO DO SÁBADO 
1. No Princípio
A palavra “sábado” significa “repouso, cessação, descanso” de uma obra realizada. Ocorre pela primeira vez quando o próprio Deus, tendo concluído a obra da criação, repousou no sétimo dia e o separou como memorial (Gn 2.1-3). 
De fato, Deus não se cansa nem se fatiga, nem se detém de fazer toda a Sua vontade até mesmo nesse dia (Is 40.28; Jo 5.17), mas Ele queria que o homem se lembrasse do Seu repouso como uma promessa de que ele mesmo entraria nesse repouso, se tão somente fosse fiel. 
Tal promessa, oferecida aos pais, diversas vezes, no passado, hoje também é feita a nós pelo evangelho (Hb 4.1-9). 

2. Sob a Lei
Antecipando-se à proclamação da Lei, o Senhor já havia chamado a atenção do Seu povo para a devida santificação do sábado ao prescrever os dias para coleta do maná no deserto (Ex 16.23-30).
Mas é aos pés do Sinai que este dia é destacado como um dever moral, de amor e temor para com Deus, e como claro sinal da aliança e consagração do povo de Israel ao Senhor (Ex 20.9-11; 31.12- 17). 
Por isso ao longo da história deste povo, no Antigo Testamento, encontraremos diversas exortações à guarda do sábado (Is 58.13-14), e severas repreensões pela sua transgressão, que não ocorreu poucas vezes (Ez 20.11-13; Ne 13.15-19). 
Em razão da sua contínua incredulidade e desobediência, os muitos dias de sábado que guardaram desde o deserto do Sinai nunca lhes trouxeram repouso; nem mesmo quando por Josué conquistaram Canaã (Hb 3.8-11, 17-19). 

II – O CUMPRIMENTO DO SÁBADO 
1. Jesus é o Senhor do Sábado. 
Não entendendo o propósito de Deus, os judeus criaram inúmeras proibições em torno da guarda do sábado, dando-lhe um sentido estritamente material, físico, de inatividade; por isso se escandalizavam, achando que Jesus e Seus discípulos transgrediam ao fazer muitas coisas boas no sábado. 
Mas Jesus veio, sim, cumprir a lei no seu sentido pleno, demonstrando que era lícito fazer o bem aos homens no sábado, pois este dia foi criada por causa deles (Mt 5.17; Lc 13.10-17; Jo 9.14-17; 5.8-11), e que trabalhar pela causa de Deus, como os sacerdotes faziam no templo, ou como os discípulos faziam por Cristo – que é maior que o templo – não violava o sábado (Mc 2.27- 28). 

2. Jesus é o Verdadeiro Sábado
Embora tenha sido instituído antes do concerto de Deus com Israel no Sinai, ao ser destacado pela lei mosaica, o sábado passa a ser uma figura ou sombra de coisas futuras (Hb 10.1; Cl 2.16-17) – a saber, do repouso que ainda resta para o povo de Deus, no qual a igreja, nesse tempo presente, tem entrada pela fé em Cristo Jesus (Mt 11.28-30; Rm 10.4; 2 Co 6.1-2; 2 Ts 1.7). 
É acerca deste repouso, espiritual, eterno e único, que fala o escritor aos Hebreus, e nos exorta a perseverarmos para que nele possamos entrar (Hb 4.11). 
Como um dia segundo o calendário dos homens, o sábado neste mundo é relativo, devido à flutuação do dia solar – se de um lado do globo é sábado, do outro é sexta-feira, ou o primeiro dia da semana; e, além disso, o repouso é passageiro, de apenas 24 horas, após o que as fadigas e tribulações da vida cotidiana sempre voltarão enquanto estivermos neste mundo (Mq 2.10). 

III – A GUARDA DO SÁBADO 
1. Sua Relevância sob o Evangelho
Os primeiros discípulos não abandonaram a observância do repouso sabático (Lc 23.54-56); mas observemos que, quando reunidos em Jerusalém para tratar do que convinha à prática dos gentios que se convertiam a Cristo, chegou-se ao entendimento de que eles não deviam guardar a lei de Moisés, e, dentre as poucas coisas que lhes foram prescritas, para que não escandalizassem os judeus, não se incluía o sábado (At 15.19-20, 28-29). 
Notemos ainda que Paulo, tendo doutrinado as igrejas em todo o conselho de Deus, não definiu nada quanto à guarda do sábado, nem de qualquer outro dia (At 20.20-27). 

2. Sua Prática 
Hoje. Há cristãos que ainda cumprem a guarda do dia do sábado, segundo o calendário humano; poderíamos condená-los? Seriam justificados aqueles que guardam algum outro dia – por exemplo, o domingo – a pretexto de cumprir este mandamento? Tratando desta situação, Paulo considera a guarda de dias para o Senhor como um caso de consciência, ou seja, uma questão individual de cada um para com Deus (Rm 14.5-6); o que não podemos é condenar o próximo ou nos justificarmos por esse tipo de questão (vv. Rm 14.10-13). 
Afinal, o reino de Deus não consiste em tais coisas, como dias, comida e bebida, circuncisão ou incircuncisão (Rm 14.16-19; Gl 6.15-16). 
Mas aqueles que observam um dia para o Senhor devem ter o cuidado de não serem achados como aqueles que, caindo da graça, procuram se justificar pelas obras da lei (Gl 4.9-11; 5.4-6).

CONCLUSÃO 
O sábado nos lembra que Deus nos criou não para uma breve vida turbulenta e sobrecarregada de cuidados, frustrações e alegrias passageiras; mas para uma eternidade de completa satisfação, repouso e paz n’Ele, e na qual temos entrada pela fé em Cristo Jesus, o Príncipe da Paz, que já nesta vida nos tem dado descanso e alívio no perdão dos nossos pecados e na certeza da vitória sobre o mundo. 

PARA USO DO PROFESSOR:



AUTORIA
Comissão da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus Ministério Guaratinguetá-SP.


APOIO
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