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LIÇÃO 10:
A DOUTRINA SOBRE A IGREJA
TEXTO ÁUREO:
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a
minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).
LEITURA BÍBLICA: 1 CORÍNTIOS 12.12-20, 27
INTRODUÇÃO
Embora a salvação seja individual e dependa da operação eficaz do Espírito de Deus no coração
do homem, e haja muitos que confessem falsamente o Evangelho; a doutrina bíblica também contempla
a necessidade de que os fieis se reúnam como um povo, a fim de desenvolverem sua salvação em comum
e cumprirem o propósito especial que Deus definiu para esta instituição única chamada de igreja.
I – A ORIGEM DA IGREJA
1. No Princípio.
Que Deus não queria que o homem cumprisse o seu propósito só, mas em
sociedade, vê-se desde o princípio, por ter-lhe criado uma companheira e auxiliadora, e ordenado que
tivessem grande descendência (Gn 1.28; 2.18; cf. Ml 2.15).
Mas, mesmo depois da Queda, multiplicandose a iniqüidade entre os homens, Deus não apenas preservou os pais da corrupção daquela sociedade
mundana, mas também os manteve unidos em uma sociedade santa que invocava e temia o Seu Nome.
A
princípio, esta sociedade confundia-se com uma linhagem dos filhos de Adão (Gn 4.25-26; 6.1-2, 8-9);
depois, com uma família em particular (Gn 17.3-8) que, por sua vez, tornou-se um grande povo – Israel.
2. Em Israel, no Deserto.
É no Egito, porém, ou mais propriamente no deserto, que se dá a
consagração de Israel como “reino sacerdotal e povo santo” (Ex 19.3-6; Is 43.1-4, 21).
Deus se voltou
para eles e os salvou como povo (Ex 3.7; 4.21-23); fez concerto com o povo (Ex 24.3, 7-8); deu-lhes
solenidades que eram santas convocações (Lv 23.1-2); por fim, revelou, na figura do tabernáculo, o Seu
desejo de habitar no meio deles (Ex 25.8; 29.45-46).
Assim, embora a palavra igreja não apareça no
Antigo Testamento, ao se referir a Israel como “congregação”, “assembléia”, “ajuntamento” (palavras
que têm o mesmo sentido de “igreja”), Deus os constituiu como Sua igreja em tempos passados,
privilegiando-os com as bênçãos especiais da Sua graça e bondade, e fazendo deles Suas testemunhas
perante as nações (Dt 33.3; Rm 3.1-2; 9.4-5).
3. Em Cristo, na Cruz.
Com a vinda do Filho de Deus ao mundo, o propósito de Deus em
relação ao Seu povo se revela de um modo mais pleno; afinal, Cristo veio ao mundo para “salvar o seu
povo dos seus pecados” (Mt 1.21).
Com o Seu sangue derramado na cruz, Ele resgatou a igreja e
estabeleceu um fundamento inabalável para tornar a congregá-la e edificá-la até o fim (At 20.28; Jo
12.31-32), provando o Seu amor e cuidado, como de um Marido pela sua Esposa, para apresentá-la a Si
mesmo gloriosa (Ef 5.25-27; Ap 19.7-8; 21.1-2).
E se, por um lado, a quase totalidade de Israel rejeitou
essa provisão de Deus em Seu Filho, com exceção de um pequeno remanescente; por outro, uma grande
massa de povos foi alcançada pela graça e, crendo no evangelho, foram unidos ao remanescente israelita,
formando um só povo com os mesmos privilégios (Jo 1.11-13; 10.14-16; Ef 2.11-13, 19).
E assim, pela
igreja se manifesta um grande mistério, uma multiforme sabedoria, em que o verdadeiro Israel não é
aquele que se gloria em suas prerrogativas carnais, mas aquele que está na esperança da promessa, como
Abraão, Isaque e Jacó (Rm 9.6-13, 25-29; 11.5-7; Ef 3.4-10; Gl 6.15-16).
II – A NATUREZA DA IGREJA
1. Sua Espiritualidade.
Existem várias concepções errôneas sobre a igreja, a maioria delas
confundindo sua natureza divina com a das denominações, convenções e outras entidades humanas que
tomam o nome de “igreja”.
Entendamos que igreja é a reunião ou associação daqueles que foram
chamados pelo evangelho e salvos do mundo para participarem do reino de Deus (Cl 1.12-13; Ap 1.9; Dn
2.44).
É o próprio Cristo quem os reúne, em Si e sobre Si mesmo, como que edificando um templo para morada de Deus (At 2.47; Mt 16.18; Ef 2.20-22; 1 Pe 2.4-5).
Pela sua existência em união com Cristo, a
igreja também é comparada ao Seu corpo, ou seja, a uma extensão do próprio Senhor neste mundo (Ef
1.22-23; Cl 1.24, 27; Gl 3.27).
2. Sua Universalidade.
A igreja não está limitada a território, tempo ou qualquer forma de
mensuração humana, mas onde os fiéis se reunirem, aí ela está presente com Cristo.
É uma realidade
universal, a ser revelada no último dia (Hb 12.23; Ap 7.9; 2 Ts 2.1), mas, objetivamente, manifesta-se na
forma de “igrejas” espalhadas pelo mundo todo, onde os propósitos e deveres estabelecidos por Deus
para o Seu povo são cumpridos (At 9.31; 2 Co 8.1-2; 2 Ts 1.4-7).
É verdade que muitos se unem à igreja,
neste segundo aspecto, sob uma falsa confissão, mas isto só confirma o que o Senhor Jesus já havia dito:
que muitos estariam bem próximos do reino dos céus, mas nem todos se beneficiariam dessa
proximidade para salvação (Mt 13.24-30; Lc 13.25-27); e que entre o próprio povo de Deus haveria
apostasias, divisões e heresias, provocadas pelos falsos crentes, para provação dos fiéis (1 Co 11.17-19; 2
Tm 3.1-7; 1 Jo 2.18-19).
3. Sua Organização.
Voltando à figura do corpo, chamamos a atenção para o fato de que,
embora a graça seja comum a todos os fiéis, aprouve a Deus manifestá-la de diversas maneiras na igreja
(Ef 4.7-8).
Assim como um corpo em que cada membro possui uma função distinta e vital para o todo,
cada fiel também é integrado à igreja e tem a sua posição nela definida pelo Espírito de Deus (1 Co 12.7-
13).
A partir desta consideração, somos estimulados a ter cuidado uns pelos outros, independentemente
da sua obra na igreja (1 Co 12.15-25).
III – A OBRA DA IGREJA
1. Seu Mandato.
A partir das últimas palavras do Senhor Jesus, antes de voltar para o Pai (Mt
28.19-20), podemos deduzir que a principal obra da igreja consiste no ministério da palavra e das
ordenanças instituídas por Cristo (batismo e ceia; cf. 1 Co 11.23-25).
Em primeiro lugar, a igreja tem o
dever de testemunhar a ressurreição de Cristo diante de todos os homens, conclamando-os ao
arrependimento e ao perdão dos pecados pela fé no Seu Nome (Lc 24.46-49; Mc 16.15-20); depois,
receber aqueles que de bom grado receberem a palavra mediante o batismo em águas (At 2.40-41).
E,
ato contínuo, manter o discipulado dos crentes mediante o ensino da boa e santa palavra de Deus, em
toda doutrina, exortação e repreensão (v. 42; 1 Tm 4.13; 2 Tm 4.1-2), até que o Senhor volte (Mt 24.45-
51).
A ceia, por sua vez, constitui o solene memorial da morte de Cristo, em que a igreja dá testemunho
da sua fé em Seu sacrifício e da esperança na Sua vinda.
2. Sua Comunhão.
Não apenas para cumprir o mandato de Cristo, mas os crentes também
devem se congregar em razão dos benefícios insubstituíveis da comunhão.
Através das palavras, das
orações, dos louvores, dos dons espirituais, das confraternizações, das contribuições e da disciplina,
Deus infunde em nossos corações ânimo, contentamento, amor, misericórdia, consolação e temor –
enfim, todo o fruto do Espírito para o nosso aperfeiçoamento (Rm 12.10; 2 Co 9.10-12; Cl 3.12-16; 1 Tm
5.20).
Assim podemos entender porque os santos em Jerusalém, recém despertados pelo derramamento
do Espírito, perseveravam “na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas
orações”, estando continuamente reunidos (At 2.42-44); e a gravidade com que o escritor inspirado nos
alerta a não abandonarmos nossa congregação, “como é costume de alguns” (Hb 10.24-25).
CONCLUSÃO
Devemos nos considerar bem-aventurados por fazermos parte da igreja de Cristo, amada por Ele
desde a eternidade como Sua esposa, pela qual Ele morreu, e que Ele aperfeiçoará para apresentar para
Si naquele grande dia da Sua vinda.
Amemos a igreja, perseveremos na sua comunhão e sirvamos uns
aos outros conforme a medida da graça que Deus nos concedeu.
PARA USO DO PROFESSOR:
AUTORIA
Comissão da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus Ministério Guaratinguetá-SP.
APOIO
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