20 março 2019

012-A doutrina sobre o Casamento - Doutrina Lição 12[Pr Afonso Chaves]19mar2019


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LIÇÃO 12 - 
A DOUTRINA DO CASAMENTO 

TEXTO ÁUREO: 
“Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6). 

LEITURA BÍBLICA: MATEUS 19.1-12 

INTRODUÇÃO 
O casamento é uma instituição sagrada, planejada por Deus para a felicidade do ser humano nesta vida, pela união e amor entre um homem e uma mulher, e pela constituição de uma família. 
Por isso, as Escrituras Sagradas contêm muitos ensinos sobre o casamento, orientando os casais nos seus mútuos deveres e destacando a honra, santidade e inviolabilidade desta instituição. 

I – A ORIGEM DIVINA DO CASAMENTO 
1. Sua Instituição e Propósito. 
O casamento, ou matrimônio, nasce com o próprio homem, no princípio. Após tê-lo criado e designado suas tarefas no jardim, Deus considerou que não era bom que o homem estivesse só, e formou para ele uma mulher para assistir ou auxiliá-lo (Gn 2.7, 18-20, 21- 24). 
Considerando a bênção e a ordem de Deus dada ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e dominai...” (Gn 1.28), entende-se que um dos objetivos imediatos do casamento é o companheirismo necessário para que o ser humano possa cumprir o propósito de Deus quanto à sua existência terrena – sujeitar este mundo e perpetuar a espécie (Ec 4.9-12; Sl 127.3-5). 
A Queda em nada afetou esta ordem, embora a conseqüente fraqueza da condição humana trouxesse à relação conjugal algum sofrimento, principalmente para a mulher (Gn 3.16). 

2. Sua Natureza Vocacional. 
Embora seja um mandato de Deus para a espécie, e em todo tempo a maior parte dos homens eventualmente deixe seu pai e sua mãe, e se una à sua mulher, o casamento não é uma obrigação individual.
Trata-se de escolha, ou opção. No passado, eram os pais ou responsáveis que indicavam ou buscavam pares para seus filhos e filhas (Gn 24.1-4; 28.1-3; 41.44-46); um bom casamento é considerado uma bênção da parte de Deus (Pv 18.22; 19.14), e aquele que se precipita na sua escolha, ou despreza a vontade de Deus, colhe terríveis conseqüências (Gn 6.2-3; 26.34- 35; 28.6-9).
Portanto, quem deseja casar, não deve ser impedido; e quem não o deseja não deve ser pressionado a isto – cada um deve seguir a vocação que Deus lhe deu neste particular. 
Mas lembremo-nos também do conselho de Paulo aos solteiros: se têm domínio sobre si mesmos, é melhor permanecerem como ele, para que, livres do compromisso e dos cuidados do casamento, possam servir integralmente ao Senhor (1 Co 7.1-2, 6-7, 24-28, 32-34). 

II – OS COMPROMISSOS DO CASAMENTO 
1. A Hierarquia Conjugal. 
Embora o homem e a mulher sejam iguais diante de Deus, no que diz respeito à fé e salvação, cada um devendo responder pelo seu chamado espiritual (Gl 3.27-28); a ordem da sua criação implica em uma hierarquia, onde o homem precede a mulher e exerce a função de cabeça (1 Co 11.3, 7-9). 
Essa ordem, porém, não implica em diminuição para a mulher, nem em motivo de exaltação para o homem, mas apenas em diferença de papéis, para que ambos se complementassem como em um só corpo, uma só carne; assim também Deus compensa, com sabedoria e justiça, as diferenças, na necessidade que um tem do outro (1 Co 11.11-12). 

2. Os Deveres Mútuos
De acordo com os papéis diferenciados que cada um recebeu de Deus na relação conjugal e familiar, o homem tem maior responsabilidade e o dever de amar e cuidar da esposa, a exemplo do que o próprio Senhor Jesus fez pela Sua Igreja; ao passo que a mulher deve amar e sujeitar-se ao seu marido, que a protege (Ef 5.22-24, 25-30; Cl 3.18, 19; 1 Pe 3.1-6, 7). 
Notemos que ambos devem amor um ao outro, portanto, ambos têm direitos um sobre o outro, não devendo privar-se da sua união, exceto por razões de ordem espiritual, e isto com consentimento mútuo (1 Co 7.3-5). 
A geração de filhos também é uma grande benção de Deus sobre o amor do esposo e da esposa, e deve ser desejada e buscada (Gn 25.21; 30.1-2; 1 Sm 1.9-11; Sl 113.9). 

III – A SANTIDADE DO CASAMENTO 
1. A Violência do Divórcio. 
Indagado pelos fariseus sobre a permissão para o divórcio, Jesus declarou categoricamente o princípio divino estabelecido na criação: “O que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mt 19.6).
Em outras palavras, os laços do matrimônio duram por toda a vida dos cônjuges, e só são dissolvidos quando um deles morre (Rm 7.1-3; 1 Co 7.39). 
É uma lei, um concerto, estabelecido entre ambos, e do qual o Senhor se faz testemunha; tentar quebrantá-lo é fazer “violência” (Ml 2.13-16). 
O mandamento do Senhor aos casados é “não se separar” (1 Co 7.10-11), a menos que o cônjuge descrente se aparte pela sua incredulidade (v. 11, 15) ou por infidelidade (Mt 19.9). 
A expressão “não sendo por causa de prostituição” refere-se à transgressão do cônjuge que adulterou; se agora o outro cônjuge se unir a outra pessoa, errará também (Mt 10.10-12; Lc 16.17-18; Mt 5.31-32). 
Em nenhum destes casos, os laços do casamento são desfeitos; por isso, o cônjuge ofendido ou abandonado pelo incrédulo deve permanecer fiel até o fim, para que a porta da reconciliação não se feche (1 Co 7.11). 
É o que Deus fez com Israel – fez com as nossas almas (Os 2.14-16; Jr 3.1). 

2. A Gravidade do Adultério
A mais grave violação ao casamento consiste no pecado de adultério, alistado entre os dez mandamentos e severamente punido sob a Lei (Mt 20.14; Lv 20.10). 
É um pecado que destrói não apenas a confiança, a honra e o amor, mas também a própria alma (Pv 6.27- 29, 32-35). 
Lembremos do caso de Davi com a mulher de Urias; embora o Senhor o tenha perdoado, depois que ele se arrependeu, ainda assim muitos males lhe sobrevieram em razão do escândalo que o seu pecado causou aos povos vizinhos (2 Sm 11.9-14). 
Consideremos ainda a advertência de nosso Senhor Jesus, de que, como todo pecado, adultério não é apenas o ato consumado, mas a própria cobiça no coração (Mt 5.27-28). 

3. Outras Perversões do Casamento
A Palavra de Deus também condena severamente a prostituição e qualquer outra distorção da relação entre um homem e uma mulher, pois, à semelhança do adultério, vulgariza essa união como se fosse dada apenas para a satisfação da carne, e não para formar um corpo no qual um pertence ao outro; além de ferir a santidade de Deus que habita em nós (1 Co 6.15-16, 18-20; Pv 2.16-19; 5.1-5). 
Era prática comum entre os povos antigos, como é hoje entre aqueles que não temem a Deus; por isso as recomendações constantes dos apóstolos a fugirmos de toda conversação e prática que possa levar à prostituição (At 15.19-20; Ef 5.3-5; 1 Ts 4.3-8; Hb 13.4). 

CONCLUSÃO 
Em uma sociedade moralmente tão degenerada, onde muitos, quando não menosprezam, distorcem os valores do casamento, nós, como povo de Deus, precisamos estar atentos para não nos rendermos a essas ondas de corrupção, e zelar para que a santidade desta instituição seja sempre lembrada, preservada e honrada. 
Os que são casados, cumprindo fielmente seus deveres uns para com os outros; os solteiros, mantendo-se puros e buscando, com zelo e paciência, qual seja a vontade do Senhor para suas vidas. 

PARA USO DO PROFESSOR:




AUTORIA
Comissão da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus Ministério Guaratinguetá-SP.


APOIO
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