24 dezembro 2025

013-A História de Jacó -Gênesis Lição 13[Pr Denilson Lemes]23dez2025

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LIÇÃO 13 

A HISTÓRIA DE JACÓ

TEXTO ÁUREO: “E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou o seu nome Israel.” (Gênesis 35.10) 

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 28.10-22 

INTRODUÇÃO Nosso propósito foi expor e nos deter com maior minúcia na primeira parte do livro de Gênesis (capítulos 1 a 11) e fazer uma abordagem mais temática sobre a segunda parte, que trata das origens da nação israelita a partir dos acontecimentos envolvendo principalmente os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó e seus filhos. Assim, nesta última lição consideraremos alguns passos importantes da vida de Jacó, e como o Senhor Deus confirmou com ele o Seu concerto, fazendo deste homem o herdeiro da promessa e da bênção de Abraão. 

I – DEUS CONFIRMA O CONCERTO EM JACÓ Não obstante escolhido desde o ventre de sua mãe para ser aquele em quem haveriam de se cumprir as promessas feitas a Abraão, Jacó somente foi reconhecido como o herdeiro após a ocasião em que sutilmente tomou o lugar de seu irmão Esaú, recebendo a bênção reservada ao primogênito – cujo direito já havia adquirido, comprando a primogenitura de seu irmão mais velho, que a havia desprezado. Entendendo depois disso que Jacó havia sido escolhido por Deus para ser o seu herdeiro, Isaque o despediu para a terra de seus parentes, Harã, a fim de obter para si uma esposa – ocasião em que também confirmou a bênção que já havia outorgado ao filho mais novo, confiando-o aos cuidados do próprio Deus: “E Deus Todo-poderoso te abençoe, e te faça frutificar, e te multiplique, para que sejas uma multidão de povos; e te dê a bênção de Abraão” (Gn 28.3-4). Assim, Jacó partiu para longe de seus pais em uma longa e árdua jornada, a fim de entender melhor e cumprir o propósito que Deus lhe havia destinado, não sem ter de enfrentar também muitas dificuldades durante sua longa estadia na terra de Harã. Não há dúvida de que a visão registrada no capítulo 28 representa uma experiência fundamental na vida espiritual de Jacó – praticamente um primeiro chamado divino, como o de Abraão, em Ur dos caldeus. Ainda no começo da longa jornada que tinha pela frente, Jacó resolve pernoitar em um local ermo onde não dispunha de nada mais confortável do que uma pedra por cabeceira. Mas é naquela rústica acomodação que o Senhor Deus se lhe manifesta, revelando que ele não apenas havia sido escolhido para herdar a bênção de seus pais, mas também que o Todo-poderoso sempre estaria com ele, operando maravilhosamente em sua vida – daí a visão dos anjos subindo e descendo continuamente por uma escada em cujo topo estava o próprio Deus. E, de fato, considerando as situações inusitadas pelas quais Jacó passaria, somente esta visão explica por que quando, em situações de humilhação, injustiça e fraqueza segundo a carne, este homem ainda podia se sobressair e prosperar, e as expectativas dos que desejavam o seu mal eram completamente frustradas. E que Deus cumpriu esta promessa, vemos claramente ao longo da estadia de Jacó junto de seu tio Labão, a qual foi, durante todos aqueles anos, de adversidades contrabalançeadas pela intervenção divina em favor do jovem – o fato de ter que trabalhar mais tempo do que o ajustado com seu tio para desposar Raquel; o afinco e a renúncia com que protegia o rebanho do agora também sogro, enquanto este, com seus filhos, procurava encontrar meios de impedir sua prosperidade e o enganar; os riscos que passou por ter partido de volta para sua terra, tanto em relação ao seu tio e sogro como em relação a Esaú; e ainda os ciúmes de suas duas mulheres, que disputaram entre si a preferência do marido. Mas tudo isto redundou em amadurecimento espiritual para Jacó, que aprendeu a confiar e a depender mais do Senhor Deus, pois em cada ocasião ele testemunhou a misericórdia divina em seu favor, pela qual prosperou surpreendentemente, achou graça diante daqueles que desejavam o seu mal, foi livrado de muitos perigos e alcançou uma descendência mais numerosado que seus pais; e notemos que, em todas essas angústias, Jacó demonstrou grande paciência e resignação, movendo-se apenas mediante determinação do Senhor (Gn 30.27-33, 37-43; 31.5-13, 27-29; 32.9-12; 33.1-2, 10 e 18; 35.1-5).

II – JACÓ SE ENCONTRA NOVAMENTE COM DEUS Outra experiência notória e que ajuda a entender o relacionamento particular de Jacó com Deus ocorreu durante sua viagem de volta para Canaã. Depois de ter sido livrado por Deus de seu tio Labão, que poderia tê-lo feito retornar consigo para a terra de Harã, o patriarca novamente se viu diante de outro grande perigo – seu próprio irmão Esaú, já senhor de uma família numerosa e com meios para, saindo ao encontro de Jacó, vingar-se do episódio envolvendo a bênção da primogenitura – que, a seus olhos, lhe havia sido tomada injustamente. É verdade que o próprio Deus havia instruído Seu servo sobre como deveria se preparar para esse encontro e, atendendo à súplica angustiada de Jacó, livrou-o mais uma vez do perigo (cf. Gn 32.1-2; 33.10-16). Foi, porém, durante a madrugada que antecedeu a esse encontro tão angustiante que Jacó teve uma de suas maiores experiências com Deus. A Escritura descreve que, enquanto Jacó e o seu povo atravessavam o vau (trecho do rio onde é possível cruzar a pé) de Jaboque, o patriarca ficou para trás e ali lutou com um varão até o alvorecer. Este varão era o próprio Deus, manifestado ou representado através de Seu anjo, e apareceu ali para provar a perseverança e determinação de Jacó em alcançar o favor e a benção de Deus – em prevalecer com Deus. De fato, desde o seu nascimento, este homem já havia mostrado que a sua vida não seria fácil – não que o chamado de seus pais o tivesse sido, mas em Jacó vemos um homem de Deus que, embora destinado a herdar a mesma bênção de Abraão e Isaque, teve de lutar e esforçar-se muito para assegurá-las. Daí seu nome ter sido mudado na ocasião desta prova, de Jacó (“suplantador”, “o que toma o lugar de outro”) para Israel (“o que luta, prevalece ou se esforça com Deus”, como um príncipe de Deus, cf. Os 12.3-4). 

III – JACÓ ABENÇOA SEUS FILHOS A próxima etapa da história de Jacó ocorre durante suas peregrinações na terra de Canaã, agora seguindo neste aspecto as pisadas de seus pais, mas não necessariamente com a mesma tranquilidade dos últimos dias daqueles. Ali foi turbado pelo incidente em Siquém, onde seus filhos Levi e Simeão mataram todos os homens da cidade a traição, despertando contra eles a fúria dos povos que habitavam aquela terra; depois foi ainda mais angustiado pela suposta morte de José, o filho da sua velhice (cf. Gn 37.3, 35); e ainda pela fome na terra de Canaã e pelos problemas que os demais filhos encontraram ao descerem à terra do Egito em busca de alimento. Mas todos esses anos de tristeza foram aliviados com a notícia de que não apenas José estava vivo, mas havia sido exaltado na terra do Egito para tornar-se o segundo abaixo do próprio faraó. Assim, com grande alegria, mas não sem buscar a orientação do Senhor, Jacó desceu ao Egito com toda a sua família, a fim de ver novamente seu filho preferido, e para que o propósito divino em relação à descendência de Abraão pudesse se cumprir com a multiplicação daquela ainda pequena família em uma nação tão numerosa quanto as estrelas no céu e a areia na praia do mar (Gn 46.1-5; cf. 50.20). Chegamos então a um último testemunho da fé do patriarca, agora nos últimos dias da sua vida de longos e trabalhosos anos. Reunindo a si seus filhos para abençoá-los, Jacó declara profeticamente a sorte das futuras tribos que se formariam a partir deles – assim como havia feito Isaque, ao abençoar Jacó e Esaú (cf. Hb 11.20-21). Notemos, em particular, a menção aos dias do próprio Messias, na previsão de que o cetro não se arredaria de Judá (uma referência à monarquia davídica) até que venha Siló – isto é, aquele a quem o cetro pertence por direito (cf. Lc 1.32-33). Não muito depois disto, o patriarca encerra sua longa e árdua jornada neste mundo, sendo sepultado junto de seus pais, no campo de Macpela, comprado por Abraão, e deixando para trás seus descendentes – cerca de setenta e cinco almas – os quais veriam, daqui a algumas gerações, as promessas divinas começarem a se cumprir. 

CONCLUSÃO A bênção profética do patriarca e seu sepultamento na terra de Canaã manifestam a certeza de Jacó e seus filhos de que Deus cumpriria as Suas promessas, e que um dia mesmo o patriarca, e seus pais – Abraão e Isaque – ainda veriam com os seus próprios olhos esta grande e abençoada nação cujos filhos virão então do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa juntamente com eles na eternidade.

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18 dezembro 2025

012-A História de Isaque - Gênesis Lição 12[Pr Denilson Lemes]18dez2025

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LIÇÃO 12 

A HISTÓRIA DE ISAQUE

TEXTO ÁUREO: “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele.” (Gênesis 17.19)

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 21.1-12 

INTRODUÇÃO Na lição de hoje continuaremos o estudo das primeiras gerações da linhagem de Sem escolhida por Deus para receber o Seu concerto, pois este é o tema central da segunda parte do livro de Gênesis. Tendo destacado importantes aspectos da chamada de Abraão e das promessas de Deus envolvendo sua descendência, veremos como esse legado espiritual foi transmitido pelo patriarca a seu filho Isaque, e como o próprio Deus confirmou o seu concerto com ele, assinalando sua jornada de um modo um tanto semelhante às experiências de seu pai. 

I – O TESTEMUNHO DA FÉ DE ISAQUE 

Embora seja mais concisa em relatar os acontecimentos envolvendo Isaque, as Escrituras determinam que a fé deste filho de Abraão manifestou-se muito cedo em sua vida. Afinal, Isaque nasceu em um lar edificado sobre a fé e o milagre, e Abraão, no cuidado de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele que guardassem o caminho do Senhor, para agirem com justiça e juízo, certamente havia instruído seus filhos no testemunho acerca do Deus Todo-poderoso que o havia chamado e feito a ele e seus descendentes grandiosas promessas (Gn 18.19). Consideremos que, por esta causa, até mesmo Ismael, apesar de não ter sido gerado sob o vínculo de uma promessa, como foi Isaque, ainda depois de afastado do convívio com seu pai Abraão, levou consigo esse testemunho, tendo ele e sua mãe, Hagar, experimentado também das bênçãos e misericórdia de Deus, transmitindo-o à sua descendência, que também se tornaria uma grande nação (cf. Gn 16.9-12; 17.20; 21.17-21). Não poderia ter sido diferente com Isaque, o qual, crescendo junto de seu piedoso pai, aprendeu a imitálo no amor e obediência a Deus, sabendo que um dia assumiria o seu lugar na liderança daquela família que peregrinava em terra estranha, na esperança de um dia receber a herança prometida por Deus. O episódio mais notável da infância ou juventude de Isaque sem dúvida é aquele registrado no capítulo 22, no qual também o testemunho da fé de Abraão foi selado (cf. Hb 11.17-19) e o patriarca recebeu uma última confirmação da promessa divina (cf. Hb 6.13-17). Ali Isaque foi testemunha da fidelidade de Deus à Sua palavra, ao livrar o menino – o filho da promessa – da imolação, ao mesmo tempo em que providenciou uma substituição para o holocausto. Notemos que nesta passagem encontramos também indicações da piedade exemplar do jovem Isaque, como sua familiaridade com o culto divino (“Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”, Gn 22.7), sua confiança na provisão divina e sua submissão silenciosa à atitude do pai – inesperada por ele – de amarrá-lo para ser imolado. A próxima etapa preparatória para Isaque se adequar ao propósito divino e se tornar herdeiro das promessas feitas a Abraão era o arranjo do seu casamento. Notamos, em primeiro lugar, o cuidado do patriarca em não contrariar a palavra de Deus, segundo a qual os cananeus que habitavam a terra das suas peregrinações estavam amaldiçoados e destinados a ser subjugados pelos semitas. Acrescente-se o fato de que, das palavras que Deus já havia comunicado a Seu servo, uma delas dizia respeito à eventual destruição dos cananeus (cf. Gn 15.16-21). Esta sem dúvida é uma das razões pelas quais Abraão enviou seu mordomo até Harã (no norte da Mesopotâmia), sob juramento de encontrar para seu filho uma mulher dentre os seus parentes que ali habitavam – no que a providência divina manifestou-se maravilhosamente no encontro daquele piedoso servo com Rebeca, filha de Naor (irmão de Abraão) e no modo como o mordomo convenceu os parentes da moça a entregarem-na como esposa para o filho de seu senhor. Este episódio se encerra destacando mais uma vez a piedade do jovem Isaque (“E Isaque saíra a orar no campo, sobre a tarde”, Gn 24.63). Notemos também que Rebeca de algum modo se impressionou com a aparência daquele homem de Deus, descendo do camelo em sinal de reverência, mesmo sem saber que se tratava de seu marido – do que, ao ser informada, cobriu-se então com o véu, como era o costume da jovem ao ser apresentada pela primeira vez a seu esposo. 

II – AS GERAÇÕES E PEREGRINAÇÕES DE ISAQUE 

A expressão “estas são as gerações”, como em outras passagens anteriores, aqui também assinala o fim de uma etapa – no caso, Abraão, depois de ver o Senhor cumprir a promessa de que multiplicaria a sua semente, em um último ato antes de ser recolhido em paz ao seu povo, despede seus filhos e mantém apenas Isaque consigo, em sinal de que este havia sido escolhido para herdar a benção, as promessas e o concerto de Deus (Gn 25.11). E, assim como no caso de seu pai, Isaque também teve sua fé e paciência provada quanto à concepção de seus filhos – sua mulher, Rebeca, também era estéril (como fora sua mãe, Sara). Mas, tendo em seu pai um exemplo de perseverança recompensada para imitar, Isaque também não duvidou das promessas divinas e orou insistentemente ao Senhor, até que foi ouvido e sua mulher concebeu gêmeos (Gn 25.21). Este fato, por sua vez, não significava que ambos seriam herdeiros da promessa; pelo contrário, do mesmo modo como ocorreu com Isaque e Ismael, para que a soberania divina prevalecesse sobre a presunção e confiança da carne, e para confundir as aparências humanas, o Senhor Deus não apenas havia escolhido apenas um deles, Jacó, para ser o depositário do concerto, mas também o havia escolhido apesar de ele não ser o primogênito – isto é, aquele que havia saído primeiro do ventre de sua mãe (cf. Rm 9.10-13). No demais, antes de passar à revelação deste mistério e da escolha de Jacó, para surpresa até de Isaque, as Escrituras narram, de forma bastante sucinta, como o patriarca peregrinou pela terra de Canaã, praticamente seguindo a mesma trajetória de seu pai – exceto que, quando a fome atingiu novamente a região, por orientação expressa de Deus, Isaque não desceu ao Egito. Outros detalhes a se considerar são a sua postura humilde e despretensiosa diante de seus vizinhos (Gn 26), e a angústia que lhe trazia o casamento de seu filho Esaú – o preferido e presumido herdeiro até então – com duas mulheres filhas dos heteus – um povo que, assim como os cananeus, estava destinado a ser banido daquela terra (Gn 26.34). 

III – O FILHO DA PROMESSA É REVELADO 

A eleição de Jacó por Deus para ser o herdeiro da promessa aparentemente permaneceu velada a Isaque, o qual, considerando o fato de Esaú ser o primogênito natural e, depois, em vista dos talentos que este veio a desenvolver como caçador, esperava chegar o momento deste tomar o lugar do patriarca na liderança da família (Gn 25.27-28). Ocorre, porém, que o propósito de Deus para Jacó havia sido revelado a Rebeca antes mesmo do nascimento de ambos, e por isso, de qualquer modo, ela entendeu que deveria agir para que a palavra de Deus se cumprisse. Não entraremos na discussão do mérito dos meios que mãe e filho empregaram para obter a bênção de Isaque, já que a Escritura apenas narra o acontecido e confirma que assim se cumpriu a promessa divina, com o reconhecimento do próprio Isaque: “Abençoei-o; também será bendito (...) Veio o teu irmão com sutileza, e tomou a tua benção” (Gn 27.33, 35). Por sua vez, ao revelar Esaú a seu pai que havia vendido a primogenitura ao irmão, e após a menção feita por Rebeca de que Jacó ainda era solteiro – ou seja, havia escolhido não tomar mulher dentre as filhas dos cananeus – Isaque entende a obra que Deus havia feito em sua família, manifestando o caráter profano e a rejeição de Esaú (cf. Hb 12.16-17). Assim, o patriarca conclui que Jacó deveria tomar para si uma esposa dentre os seus parentes, a fim de não se contaminar com a linhagem amaldiçoada dos cananeus; mas, diante das circunstâncias ameaçadoras de um Esaú furioso e desejoso de vingança contra o irmão, ao invés de mandar buscar uma mulher para o filho, Isaque envia o próprio Jacó até Harã (Gn 28.1-5). 

CONCLUSÃO 

Como herdeiro daquele que foi o amigo de Deus, Isaque seguiu as mesmas pisadas de seu pai Abraão, alcançando o mesmo testemunho de aprovação. Na sua experiência particular com o Senhor, ele aprendeu a não ter a própria vida por preciosa, nem a se apegar às aparências e ao que é terreno, pois os caminhos de Deus são mais elevados que os nossos e muitas vezes não os entendemos, mas a única coisa que podemos ter por certo é que Ele cuida daqueles que n’Ele confiam.

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12 dezembro 2025

011- A História de Abraão - Gênesis Lição 11[Pr Denilson Lemes]10dez2025

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LIÇÃO 11 

A HISTÓRIA DE ABRAÃO

TEXTO ÁUREO:

 “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.” (Hebreus 11.8-10) 

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 12.1-3, 13.14-17, 15.4-7, 17.3-8, 22.15-18 

INTRODUÇÃO

Tendo completado o estudo da primeira parte de Gênesis, propomos encerrar o trimestre com uma análise resumida da segunda parte deste livro, em que o escritor inspirado relata como, após dispersar as nações, Deus se voltou para a linhagem de Sem e, a partir de uma de suas famílias, escolheu Abraão para revelar-se particularmente a ele e seus descendentes, e estabelecer com eles um concerto de salvação que eventualmente beneficiaria todas as famílias da terra. Aqui temos, portanto, as origens do povo de Israel, no relato da vida dos primeiros patriarcas, e começaremos analisando os aspectos mais importantes dos acontecimentos envolvendo a vida de Abraão. 

I – A CHAMADA DE ABRAÃO 

Mesmo que Abraão, a princípio chamado Abrão, tenha sido um descendente da linhagem abençoada de Sem, e mesmo que ele pudesse ter conhecido a história dos seus antepassados piedosos, sua experiência espiritual mais profunda teve início com a chamada divina registrada no capítulo 12. Quando ainda se achava em Ur dos caldeus (na terra de Sinar), onde habitava com seu pai e familiares, casado, mas sem filhos, e quando ainda se chamava Abrão (“pai da altura”), o futuro patriarca recebe uma revelação pessoal do Todo-poderoso, na qual o Senhor o chama a uma terra desconhecida e promete abençoar a ele e seus descendentes e, através dele, todas as nações. Em contrapartida, esta chamada envolvia uma renúncia, pois Abraão deveria abandonar tanto a segurança da convivência com os seus familiares como da própria terra do seu nascimento para sair, sob a palavra daqu’Ele que o havia chamado, em direção a uma terra que ainda lhe seria indicada. Bem podemos contemplar esta chamada sob a mesma perspectiva do chamado de Noé para construir a arca, ante a iminência do dilúvio. Mais uma vez, o Todo-poderoso começaria algo novo, não destruindo as nações dispersas pelo mundo, mas escolhendo um homem para ser o pai de uma nação especial, primeiramente segundo a carne, mas também, e especialmente segundo o espírito – ou seja, de todos aqueles, dentre todos os povos, que andariam nas mesmas pisadas de fé do patriarca e assim alcançariam igual testemunho de terem agradado a Deus (cf. Hb 11.1-2). Portanto, existem dois aspectos a se considerar na chamada de Abraão: um deles é o da promessa concernente à redenção da humanidade através da sua descendência – o que se cumpre plenamente em Cristo Jesus, o verdadeiro descendente que, através do Seu sacrifício na cruz, reconciliaria judeus e gentios em um só corpo para assim fazer a benção de Abraão chegar a todos os que cressem (cf. Gl 3.13-14, 16, 26-29). O outro aspecto é o do testemunho de fé do patriarca, pelo qual foi chamado amigo de Deus, e que se evidencia na sua conduta humilde e despretensiosa perante os homens, na sua perseverança e completa obediência à vontade divina, e na sua firme confiança nas promessas, mesmo diante das maiores adversidades e aparentes contradições (cf. Rm 4.16-22). 

II – A TERRA PROMETIDA A ABRAÃO 

Após sua chegada em Canaã, Abraão é várias vezes informado por Deus de que aquela terra ser-lheia dada em herança. Não naquele momento, de fato, e nem ao próprio Abraão, pois a seu tempo ele seria recolhido deste mundo como um peregrino e estrangeiro; mas em um futuro distante, aos seus descendentes, quando os povos que naquele tempo habitavam a terra – entre os quais achavam-se os cananeus – tivessem se tornado, pelos seus pecados, indignos de se manterem nela, e os israelitas, como executores do castigo divino, pudessem então desalojá-los de lá e habitar a terra das peregrinações de seus pais (Gn 12.7, 13.14-17, 15.18-21, 17.8). Embora seja inegável o caráter literal desta promessa, e a sua realização fosse indispensável para que o povo israelita pudesse cumprir sua missão de ser o depositário das promessas e oráculos divinos até que a verdadeira posteridade – Cristo Jesus – chegasse, notemos que o usufruto desse direito divino sempre esteve condicionado à obediência (cf. Dt 28.58, 63) e conformação dos israelitas aos termos, não de um concerto, mas da promessa feita à Abraão: à tua semente darei esta terra. Por esta causa a nação judaica foi diversas vezes, ao longo da sua história, privada da herança da terra, como quando da assolação das dez tribos do norte pelos assírios, e depois na deportação de Judá pelos babilônios, e ainda, por fim, no cerco e na destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C., a qual resultou na dispersão do povo judeu por quase dois mil anos (cf. Lc 21.24). A recente restauração da nação de Israel em sua terra demonstra a fidelidade de Deus e é um memorial da promessa feita a Abraão, sem dúvida; mas, ao mesmo tempo, oculta uma realidade mais sublime, e com a qual a herança material da terra não está necessariamente relacionada. A verdadeira promessa ou benção que alcança a todos aqueles que, pela fé em Cristo Jesus, tornam-se filhos de Abraão, é a redenção ou livramento do poder do pecado e o direito à herança da vida eterna, em novo céu e nova terra – do que muitos israelitas que o são apenas segundo a carne eventualmente também se tornarão herdeiros, segundo a eleição da graça que, como nos explica o apóstolo Paulo, diz respeito a um remanescente, e não a todos os que pertencem a Israel segundo a carne (Ef 3.4-6; Rm 11.1-7). 

III – A DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO 

Além de lhe prometer a herança da terra das suas peregrinações, o Senhor Deus também assegurou a Seu servo Abraão que lhe suscitaria semente – isto é, uma descendência que herdaria as mesmas promessas e eventualmente desfrutaria do seu cumprimento. A esterilidade de sua mulher, Sara, e a idade avançada de ambos de modo algum afetaram a confiança do patriarca de que, como Deus havia dito, esta descendência seria suscitada a partir do casal, e que, não obstante as aparentes dificuldades e contradições da sua condição física, esse descendente se tornaria uma grande, numerosa e poderosa nação (Gn 15.5-6; 17.4-6; 18.10-14). E, depois de ver seu filho Isaque nascer e alcançar a juventude, tendo já despedido Hagar, a escrava, com o filho dela gerado, Ismael, o patriarca mais uma vez demonstrou sua fé e confiança no Todo-poderoso, não titubeando ante a prova final de oferecer tudo o que tinha, seu único e amado filho, em holocausto – considerando que aqu’Ele que havia dado a vida ao menino, e agora a solicitava de volta, era poderoso para devolver-lhe a vida, a fim de cumprir as promessas (Gn 22.1-11; cf. Hb 11.17-19; Tg 2.21-23). Finalizando, é necessário acrescentar, ao que já foi dito quanto à nação política ou terrena de Israel que os israelitas, enquanto povo eleito para receber e guardar as promessas, os concertos, as leis e os oráculos divinos, também cumpriram a sua finalidade com o nascimento do Salvador Jesus, o qual nasceu de mulher israelita, sob a lei (Gl 4.5). E, em Cristo, a bênção de Abraão finalmente pode alcançar os gentios, assim como aos judeus, fazendo de ambos um só povo, conhecido também como a igreja de Cristo – o verdadeiro Israel de Deus. Assim, embora pertencer à nação israelita significasse possuir um elemento distintivo de um conhecimento especial do Deus verdadeiro, nunca foi uma garantia de ser de fato filho de Deus e herdeiro da promessa da vida eterna; os verdadeiros filhos sempre foram aqueles que o são em espírito (Rm 9.6-8). Essa realidade, no entanto, permaneceu oculta durante aquele estágio do amadurecimento do povo de Deus, vindo à luz neste tempo presente, através da pregação do evangelho (cf. Rm 2.25-29; Gl 6.15-16). 

CONCLUSÃO 

Abraão foi não apenas o pai da nação israelita, mas também e antes mesmo disto, pai de todos os crentes, sejam judeus ou gentios, circuncidados ou não. Assim, todos nós fazemos parte da grande multidão de filhos que, naquele grande dia, virão de todas as partes do mundo, para se assentarem à mesa junto de seu pai, e descansar junto a ele – junto ao próprio Deus.

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05 dezembro 2025

010As gerações dos filhos de Noé e a disperção dos povos - Gênesis Lição 10[Pr Denilson Lemes]04dez2025

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 LIÇÃO 10

AS GERAÇÕES DOS FILHOS DE NOÉ E A DISPERSÃO DOS POVOS

TEXTO ÁUREO: “Estas são as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, em suas nações; e destes foram divididas as nações na terra, depois do dilúvio.” (Gn 10.32) 

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 11.1-9 

INTRODUÇÃO Finalmente chegamos aos capítulos 10 e 11 de Gênesis, concluindo o estudo da primeira parte deste livro. Não existe, de fato, nenhuma interrupção na narrativa antes do capítulo 12, mas é perceptível que, ao término do capítulo 11, a atenção do escritor sagrado se volta para a linhagem de Sem – mais propriamente, para Abrão (ou Abraão) e seus descendentes. Portanto, na lição de hoje estudaremos os dois últimos acontecimentos envolvendo as nações de um modo geral e definem os rumos que estas seguirão enquanto Deus chama um homem para a partir dele formar uma nação que será a depositária das bençãos que, eventualmente, alcançarão todas estas nações. 

I – AS LINHAGENS DE SEM, CAM E JAFÉ (10.1-32) Ao contrário do capítulo 5, que apresenta a genealogia de Sete, o capítulo 10 relaciona de forma mais abrangente, e sem informações cronológicas, os descendentes dos três filhos de Noé em suas primeiras gerações. O objetivo desta genealogia é esclarecer a origem dos diferentes povos que habitavam o mundo antigo, destacando aqueles que deram nome tanto a essas nações como às terras que essas nações ocuparam após a dispersão em Babel. É por isso que a relação de cada uma das três grandes linhagens se encerra dizendo que por esses povos foram repartidas as ilhas segundo suas línguas (vv. 5, 20, 31) – antecipando-se aqui o evento narrado no capítulo seguinte. De um ponto de vista histórico, geográfico e etimológico, podemos fazer as seguintes considerações sobre os nomes citados nesta genealogia: os descendentes dos filhos de Jafé foram mais numerosos e se espalharam por um território mais amplo que os demais (note-se o detalhe no verso 5, de que por estes se dividiram as ilhas das nações – uma possível alusão aos continentes), incluindo desde o centro da Ásia até o sudeste, leste e centro da Europa. Em termos de História Antiga, a esta linhagem pertenceram os indianos, medos e persas, hititas (ou heteus), gregos e romanos – os povos indo-europeus, de que já falamos na lição anterior. Em relação aos filhos de Cam, seus descendentes identificam-se majoritariamente com povos que até hoje habitaram o norte da África, a saber: egípcios, líbios e etíopes. A exceção são os cananeus, que ocuparam a mesma região que recebeu o seu nome; e Ninrode, fundador de um reino tanto no sul como no norte da Mesopotâmia (Sinar e Assíria, respectivamente). O texto não fornece detalhes suficientes para julgarmos o mérito deste personagem, mas atentemos para o fato de que o princípio do seu reinado foi justamente na cidade onde se deu a revolta cuja punição foi eternizada no próprio nome – Babel, isto é, “confusão”. Quanto aos filhos de Sem, seus nomes podem ser facilmente identificados com os dos povos que habitaram o Oriente Próximo, como os caldeus e assírios na Mesopotâmia, os elamitas ao oriente do rio Tigre, e os arameus na Síria. Sobre a localização de Arfaxade (outro personagem que, como Ninrode, é citado particularmente) e seus descendentes, o texto declara: “E foi a sua habitação desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente” (v. 30) – provavelmente a região desértica que separa a Mesopotâmia da terra de Canaã e que se estende até a Península Arábica. Alguns destes grupos semitas poderiam ter dado origem aos povos beduínos que até hoje habitam essas terras. Mas um detalhe importante a ser notado aqui é a menção a Pelegue, filho de Éber, em conexão com a repartição da terra, a qual se deu em seus dias – uma referência clara ao acontecimento narrado na sequência. 

II – A CONFUSÃO DAS LÍNGUAS E A DISPERSÃO DOS POVOS (11.1-9)  O texto começa sugerindo que, ainda enquanto estavam na região do Ararate (aqui chamado de Oriente), as famílias dos três filhos de Noé se multiplicaram consideravelmente, mas permaneceram unidos, não apenas falando um mesmo idioma, mas falando uma mesma coisa. Então, ao chegarem à região mais baixa de Sinar, no sul da Mesopotâmia, resolveram construir uma cidade e uma torre, com o propósito de fazer para si mesmos um nome e não serem espalhados pela face da terra. Esse desejo de se tornarem poderosos certamente está relacionado ao reino de Ninrode, o qual ficou conhecido como um guerreiro, ou caçador poderoso. Ao mesmo tempo, a expressão do verso 4 parece catalisar o temor geral do povo em relação a um novo dilúvio, como se Deus pudesse destruí-los novamente da mesma forma – o que revela que a humanidade naquelas primeiras gerações, ao invés de confiar nas promessas do Criador, de que não mais enviaria as águas do dilúvio, e ao invés de cumprirem o mandato divino de repovoar e dominar a terra, preferiu se voltar contra o Criador, formulando um propósito contrário ao concerto firmado com Noé e seus pais, em uma vã tentativa de forjar uma paz e alcançar uma segurança sem Deus, que por isso seria em breve desmantelada pelo juízo vindo dos céus (1 Ts 5.3). Deus tudo sabe e tudo vê, não precisando ser informado de nada por ninguém para realizar a Sua vontade com justiça e sabedoria, portanto, a expressão de que Ele desceu para ver o que os filhos dos homens faziam é mais uma mensagem para nós mesmos, denotando a longanimidade do Criador e a Sua fidelidade à palavra pactuada, não executando o juízo de forma temerária e sumária sobre a humanidade, mas apenas na medida adequada a frustrar a ação pecaminosa e deixar um alerta à posteridade (vv. 8-9). A atitude de confiar, não em Deus, mas na sua própria força e inteligência, levou aquela geração a incorrer no mesmo caminho dos seus antepassados antediluvianos e, na sua indiferença para com a vontade do Criador, logo contaminariam a terra com a sua violência: “e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (v. 6). A fim de frear esse propósito perverso, o Senhor Deus resolve punir aquele povo confundindo sua língua – ou seja, desfazendo o vínculo que os mantinha unidos na rebelião e desobediência. Como conseqüência natural do desentendimento e da dificuldade de se comunicarem umas com as outras, as famílias se afastaram umas das outras, espalhando-se pelas terras vizinhas ao longo das gerações seguintes, nos moldes antecipados no capítulo anterior. 

III – AS GERAÇÕES DE SEM ATÉ ABRÃO (11.10-32) A partir deste ponto, nossa atenção é dirigida novamente para a linhagem de Sem, especialmente para sua continuidade através de Arfaxade. Tanto que a genealogia aqui elaborada volta a seguir os moldes daquela apresentada no capítulo 5, citando-se apenas o primogênito de cada geração, e o ano do seu nascimento e morte, permitindo-nos estabelecer uma cronologia em conexão com a o período antediluviano. A partir das informações reunidas desta genealogia, podemos situar o nascimento de Abraão a cerca de 292 anos depois do dilúvio, apenas 58 anos antes da morte de Noé. Notemos como, antes de relatar o chamado divino de Abrão, o texto sagrado fornece maiores detalhes sobre as suas origens, indicando o nome de seus irmãos, mulher, sobrinho e pai, e como Terá, sendo o patriarca da família, esteve à frente da jornada em direção à terra de Canaã. Contudo, tendo morrido em Harã, nem por isso seu filho Abrão, sabendo por quem havia sido chamado, se sentiu impedido ou desanimado de continuar a viagem, mas antes prosseguiu, pela fé, em direção à terra que o Senhor lhe mostraria (cf. At 7.2-4; Hb 11.8). 

CONCLUSÃO Chegamos ao final de uma etapa da narrativa bíblica, a partir de onde o Espírito Santo nos direcionará à história particular de uma linhagem, de uma nação, através da qual o Senhor Deus fará avançar o Seu grandioso e sábio propósito, que redundará na redenção não apenas deste povo, mas de todas as famílias da terra. 

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009-O Concerto de Deus com a Criação - Genesis Lição 09 [Pr Denilson Lemes] 26nov2025

 

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LIÇÃO 9 

O CONCERTO DE DEUS COM A CRIAÇÃO

TEXTO ÁUREO: ““E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra.” (Gn 9.11

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 9.1-11 

INTRODUÇÃO A terra que se apresentava aos olhos de Noé, de sua família e dos animais que saíram com ele de dentro da arca ainda era a mesma da criação original, com a diferença de que, purificada da geração perversa que a contaminara com violência e corrupção, havia sido como que renovada para servir de habitação para as criaturas com as quais Deus estabeleceria um concerto de misericórdia e longanimidade. Veremos nesta lição em que consistiu esse concerto e que propósito o Senhor visava alcançar ao prometer não mais destruir a terra com o dilúvio, mesmo sabendo que a realidade do pecado permanecia e eventualmente se manifestaria como no passado. 

I – DEUS REFREIA A VIOLÊNCIA (9.1-7) Vimos que, após o dilúvio, chamando Noé e seus filhos para fora da arca, o Senhor ordenou que os animais fossem soltos para cumprirem o seu propósito de se multiplicarem e povoarem a terra. Agora, dirigindo-se particularmente ao patriarca e sua família, o Criador renova-lhes o mandato da procriação e do domínio sobre todas as demais criaturas, tal como originalmente determinara ao primeiro casal, com a diferença de que, diante da realidade do pecado e da perda daquela relação harmoniosa que havia entre o homem e os animais, esse domínio só poderia ser assegurado pelo uso da força e da violência. Como os animais não mais se submeteriam pacificamente ao homem (como antes da Queda e, certamente, enquanto estiveram dentro da arca), este deveria se impor, e o fato de Deus tê-los entregue como mantimento era uma forma de incentivar o homem a exercer esse domínio pelo medo. Notemos, contudo, a exceção feita ao sangue, mencionado aqui pela primeira vez como símbolo da vida, e vedado ao consumo porque, sendo constituído mordomo da criação, e não senhor, o homem pode dispor da carne dos animais como alimento, mas não da vida em si, a qual é superior ao corpo, e somente Deus pode dar e tomar de volta. Ingerir sangue, portanto, é uma atitude afrontosa a esse direito exclusivamente divino, e um desprezo pelo dom da vida (Lv 17.10-11; At 15.20). A fim de assegurar a santidade da vida, além de proibir o consumo do sangue de animais, o Criador proíbe o derramar de sangue humano – que, observemos, está implícito no ato de consumir a carne dos animais de um modo lícito (Lv 17.13). Sem dúvida, é uma palavra que condena o homicida, nada justificando a morte de um ser humano pela mão do seu próximo. Anteriormente, o Senhor havia proibido a qualquer outro vingar-se de Caim pelo assassinato de seu irmão Abel; mas agora, aquele que derramasse o sangue do seu próximo, pelo homem o seu sangue seria derramado. Significa que a violação a esse mandamento deveria ser punida da forma mais severa possível, pois constitui-se em um crime contra o próprio Deus, já que o homem foi feito à sua imagem. Eis aqui, portanto, o precedente para a punição capital – isto é, a aplicação da pena de morte nos casos de homicídio, não como vingança, mas como aplicação da justiça (Ex 20.13; 21.12-15; Rm 13.3-4). 

II – O CONCERTO DE DEUS COM TODA A CRIAÇÃO (9.8-17) A natureza do concerto que o Criador estabelece com os homens e os animais que saíram da arca não está relacionada à salvação, como no caso do concerto eterno primeiramente expresso no jardim pela representação da árvore da vida, ou no concerto firmado com o povo de Israel no Sinai, e que de maneira definitiva e perfeita seria selado através da morte sacrificial de Cristo Jesus. No caso, aqui temos um concerto baseado na promessa de preservação da vida na terra, envolvendo Noé e sua família, bem como os animais que saíram da arca, por gerações eternas – quer dizer, enquanto as gerações se sucedessem até o fim do mundo. Como já ressaltamos na lição anterior, não significa que o Senhor deixaria de julgar indivíduos e povos, fazendo de casos particulares exemplos de um juízo futuro e universal – como fez com Sodoma e Gomorra, com a geração israelita que pereceu no deserto, etc. (cf. Jd 5-7; Is 3.13-14). Mas, enquanto não chegasse o tempo determinado para a destruição dos céus e da terra que agora existem, desta criação, o Senhor não mais visitaria a humanidade com uma catástrofe universal, mas exerceria Sua paciência e longanimidade para com os pecadores, geração após geração, para que ao menos alguns não perecessem eternamente, mas viessem ao arrependimento (2 Pe 3.9-15). Como sinal visível deste concerto, o Criador estabelece o arco multicolorido que aparece em dias de chuva – que comumente chamamos de arco-íris, mas na Escritura é o arco de Deus, ou o arco celeste (Ap 4.3; cf. Ez 1.28) – cuja beleza testifica da misericórdia de Deus e da Sua fidelidade à promessa de não mais destruir a terra por meio de um dilúvio, ainda que continuaria a haver chuvas sobre a terra. 

III – A DESCENDÊNCIA ELEITA É PRENUNCIADA (9.18-29) A narrativa que segue é de grande importância profética, pois nela são delineados os desígnios gerais de Deus em relação aos três grandes ramos da família humana que descenderiam a partir dos filhos de Noé. O episódio envolvendo Noé e seu filho Cam tende a ser interpretado por muitos em desfavor do patriarca, embora seja verdadeiro que a Escritura condena a embriaguez e por isso aquele que deseja ser sábio e piedoso é orientado a evitá-la como a qualquer outro vício ou fruto da carne (Pv 31.4-5; Gl 5.21). Mas a importância deste relato não está na embriaguez de Noé, pois a Escritura não julga o ato em si, mas antes explica que, mesmo sob o efeito do vinho, ele se retirou para a privacidade de sua tenda, e ali se despiu, longe da vista de qualquer pessoa. Seu filho Cam, adentrando desavisadamente a tenda do pai, viu-o naquele estado e expôs aquela situação aos irmãos que estavam do lado de fora, para constrangimento do patriarca e escândalo dos seus familiares. Tal atitude revela que faltou a Cam tanto o respeito para com o pai como o senso de vergonha que mesmo Noé, embriagado, demonstrou ter, ao refugiar-se na sua tenda para não se expor naquele estado aos familiares. Ao recobrar a lucidez, e informado do mal que seu filho Cam lhe fizera, e de que Sem e Jafé evitaram vê-lo naquele estado vergonhoso e cobriram a sua nudez, Noé, sem dúvida sob inspiração divina, pronunciou a recompensa de cada um deles na forma de uma profecia. “Bendito seja o Senhor, Deus de Sem” é clara indicação de que aquela invocação do nome do Senhor, iniciada nos dias de Sete, manteve-se, após o dilúvio, em Sem e nos seus descendentes (chamados de semitas), com os quais Deus manteria um relacionamento mais próximo, até chamar Abraão, o hebreu, através do qual formaria a nação de Israel. “Alargue Deus a Jafé” é uma alusão ao grande número de povos que descenderia deste filho de Noé, espalhando-se por uma ampla faixa de terra do mundo antigo e que, embora vivessem por grande tempo andando segundo os seus próprios caminhos, eventualmente, pela pregação do evangelho, seriam reconciliados por Cristo para servirem ao Deus dos semitas (por isso disse Noé em relação a Jafé: “habite nas tendas de Sem”, cf. Gl 3.8, 16, 26-28). Cam, por sua vez, havia dado causa a uma maldição sobre um de seus filhos, Canaã, que veio a se tornar um grande povo que habitou a terra de mesmo nome, mas que seria tanto submetido aos semitas (o que se deu com a conquista da terra por Israel, cf. Gn 15.16, 17-21) como também aos descendentes de Jafé, os quais, após o cativeiro babilônico, alternaram-se com os semitas no controle daquela região até os tempos modernos (persas, gregos, judeus, romanos, árabes, turcos, europeus das nações modernas e, por último, os judeus novamente). 

CONCLUSÃO O concerto de Deus com Noé e todos os que com ele saíram da arca assinalou o princípio de um ciclo contínuo de gerações cujos indivíduos deveriam encontrar o seu lugar entre a sorte de um dos três filhos de Noé, ao mesmo tempo em que, com a aproximação do fim dos tempos, vai se tornando mais e mais patente quem são aqueles que estão na sorte de Sem, cujo Deus, o Senhor, é bendito eternamente.

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20 novembro 2025

008-As águas do dilúvio secam - Noé saí da arca - Gênesis Liçao 08[Pr Denilson Lemes]18nov2025

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LIÇÃO 8 

AS ÁGUAS DO DILÚVIO SECAM – NOÉ SAI DA ARCA

TEXTO ÁUREO: “Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como fiz. Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão.” (Gn 8.21-22) 

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 8.1-14 

INTRODUÇÃO Na lição anterior vimos como o mundo antigo foi destruído pelas águas do dilúvio e como Noé e sua família, assim como os animais que com ele entraram na arca, foram salvos da ira de Deus e preservados para um novo mundo que se descortinava aos olhos daquele remanescente. A geração ímpia e pecadora que havia corrompido o seu caminho na terra havia sido varrida pelas águas, de modo que aquelas oito pessoas e os animais que com elas saíam de dentro da arca encontraram um mundo como que purificado, pronto para que eles, sob a promessa e garantia do próprio Deus, pudessem repovoá-lo até o fim dos tempos. 

I – AS ÁGUAS DO DILÚVIO COMEÇAM A BAIXAR (8.1-5) 

No capítulo anterior vimos que, além da inundação das águas vindas de baixo da terra e da chuva vinda de cima durante os primeiros quarenta dias do dilúvio, as águas prevaleceram sobre a terra durante cento e cinquenta dias. Enquanto isso, certamente a arca, estando a boiar sobre as águas, vagou à deriva, e aqueles que se encontravam encerrados no seu interior permaneceram sem saber o que se passava do lado de fora. Notemos que, não fosse Deus ter se lembrado de Noé e dos que estavam com ele na arca, as águas poderiam ter continuado a alimentar o dilúvio, mas, de acordo com o texto que ora estudamos, “as águas tornaram de sobre a terra continuamente e, ao cabo de cento e cinquenta dias, as águas minguaram”. Não que o Criador tivesse se esquecido do Seu servo, mas, neste contexto, significa que, ainda que teve de destruir toda uma geração pela sua iniquidade, através de um juízo universal, o Senhor sabe livrar da destruição os justos, ainda que sejam poucos (2 Pe 2.5-9; Gn 18.23-32; cf. Sl 34.22). Os versos seguintes descrevem como, após prevalecer por cento e cinquenta dias, começou o processo de estiagem, ou escoamento das águas, quando então a arca, depois de vagar livremente desde o início do dilúvio por regiões desconhecidas, no sétimo mês (isto é, cinco meses após o início do dilúvio), ancorou nos montes de Ararate, uma cadeia montanhosa atualmente localizada no norte da Mesopotâmia (no leste da Turquia), e de onde as primeiras gerações dos filhos de Noé desceram para habitar o restante do mundo, conforme veremos em lição posterior. No décimo mês, diz o texto que apareceram os cumes dos montes – o que se deve entender de um ponto de vista humano, pois, mesmo que o Ararate não seja a maior cadeia de montanhas do mundo, ela se destaca em relação às demais montanhas daquela região do Oriente Próximo. 

II – NOÉ ENTENDE QUE AS ÁGUAS DO DILÚVIO SECARAM (8.6-14) 

Não tendo recebido nenhuma revelação quanto ao tempo em que duraria o dilúvio, Noé deveria aguardar com paciência e esperança na promessa de livramento feita por Deus, quando então ouviria o Criador chamá-lo para fora da arca, assim como lhe havia antes ordenado que entrasse. Por isso, ao utilizar-se daquela única e pequena janela construída no topo da arca, podemos perceber o cuidado do patriarca em não abandonar a segurança da arca por qualquer motivo que fosse – o que seria necessário, caso desejasse ele mesmo visualizar o estado em que o mundo se encontrava. Não devemos também confundir os quarenta dias após os quais abriu a janela da arca com os primeiros quarenta dias do dilúvio – trata-se de momento imediatamente posterior àqueles cento e cinquenta dias em que as águas haviam prevalecido sobre a terra. Noé se serve de duas aves para fazer a averiguação das condições do lado de fora da arca: primeiro solta um corvo, e depois uma pomba – duas aves que, desde tempos imemoriais, são conhecidas por manterem uma convivência próxima ao homem. Diz o texto que o corvo ia e voltava continuamente para a arca, durante todo o período em que as águas minguaram até a terra ficar seca. Por certo o corvo, como uma ave carniceira, encontrava os corpos dos homens e animais mortos durante o dilúvio, e que ainda estavam boiando nas águas, oferecendo à ave um banquete do qual ela poderia se servir livremente, mas, não tendo lugar firme para descansar, voltava a Noé. Mas o comportamento desta ave não oferecia informação suficiente sobre o recesso das águas, e por isso o patriarca resolve enviar também uma pomba para fora da arca. Primeiro, ela volta por não ter encontrado repouso para os seus pés, como diz o próprio texto. Depois, volta novamente, desta vez trazendo um ramo de oliveira no bico – o que dá a entender que as águas estavam baixas o suficiente para permitir que aparecesse a vegetação baixa; e, na terceira vez, a pomba não volta mais – indicando que já era possível encontrar terra firme. Compreendendo que o tempo do juízo de Deus já havia passado e que a terra ficaria cada vez mais seca das águas do dilúvio, Noé se permite vislumbrar o horizonte daquele novo mundo removendo a cobertura da arca. Mesmo assim, notamos mais uma vez a paciência, como também o temor que a devastação do dilúvio pode ter produzido em seu coração, de modo que, mesmo com todos os sinais de o juízo havia passado, o patriarca ainda aguardou até que Deus expressamente o mandasse sair da arca (cf. Sl 119.119-120). 

III – DEUS MANDA NOÉ SAIR DA ARCA (8.15-22) 

Passados doze meses e dezessete dias desde que havia entrado na arca, Noé finalmente é ordenado por Deus a sair para aquele mundo completamente vazio e desolado, trazendo consigo apenas sua família e os animais que haviam sido preservados dentro da arca. Os animais não deviam ser mantidos dentro da arca, para uso ou controle de Noé; mas deviam sair e povoar abundantemente a terra, e frutificar-se e se multiplicar sobre a terra. Notemos também o detalhe de que saíram conforme as suas famílias – o que pode indicar que já não se tratava de apenas um casal, mas de alguns, ou mesmo vários de cada espécie (lembremos que a maioria dos animais possui um ciclo de reprodução muito mais rápido que os humanos). A primeira preocupação de Noé ao sair da arca é a de expressar sua piedade e dedicação a Deus oferecendo holocaustos de toda a espécie de animais limpos, os quais haviam sido preservados em maior número na arca. Não há dúvida de que, assim como no caso de Abel, esse culto nasceu de uma decisão voluntária e divinamente inspirada, e por isso agradou a Deus e recebeu Seu testemunho, de tal modo que Ele prometeu não mais amaldiçoar e destruir toda a criação (a terra e os animais), como havia feito. De fato, o Senhor admite que “a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice”, e com isto nos diz que a humanidade se corromperia novamente, como antes do dilúvio. Compreendendo, porém, que somente com a manifestação da semente da mulher é que o homem seria recuperado do seu estado pecaminoso, o Criador exercerá Sua bondade e misericórdia sobre as nações – não deixando de manifestar o Seu juízo sobre povos e indivíduos, quando necessário – mas permitindo que a humanidade desfrute das bênçãos da criação até o fim (cf. At 14.16-17; Sl 104.14-15). 

CONCLUSÃO O dilúvio traz preciosas lições sobre a justiça e a ira de Deus contra o pecado, mas também sobre a Sua misericórdia para com os fiéis. Enquanto andarmos com Deus neste mundo, assim como Noé, podemos descansar na certeza de que, quando o juízo se manifestar, seremos guardados do mal e conservados para finalmente presenciar a Sua misericórdia.

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13 novembro 2025

007-O Mundo é destruído pelo dilúvio - Gênesis Lição 07[Pr Denilson Lemes]11nov2025

 

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LIÇÃO 7 

O MUNDO É DESTRUÍDO PELO DILÚVIO

TEXTO ÁUREO: “Assim, foi desfeita toda substância que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.”(Gn 7.23) 

LEITURA BÍBLICA: GÊNESIS 7.1-12 

INTRODUÇÃO 

Conforme havia sido anunciado a Noé e testemunhado àquela geração durante os dias em que a arca era construída, chegava o tempo designado por Deus para destruir aquele mundo antigo pelas águas do dilúvio. Ao mesmo tempo em que esse evento representa o juízo divino contra todos os ímpios e pecadores daquela geração, levados pelas águas, também revela a salvação de Deus reservada para aquele que achou graça aos Seus olhos – Noé – para ser preservado no interior da arca e, com ele e por causa dele, toda sua família, e todos os seres viventes a partir dos quais o mundo seria novamente povoado após aquela destruição. 

I – PREPARATIVOS FINAIS PARA O DILÚVIO (7.1-9) 

Se considerarmos que Noé tinha cerca de quinhentos anos quando recebeu a revelação acerca do dilúvio e foi incumbido de construir a arca, e à luz de que ele era “da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra”, podemos entender por que o apóstolo Pedro afirma que a “longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca”. O mundo não seria destruído em questão de dias, semanas, meses ou anos, mas ao cabo de aproximadamente cem anos – tempo durante o qual aquela geração teria recebido testemunho suficiente acerca da destruição que se aproximava, seja através da pregação do patriarca, seja pelo testemunho da sua piedade e perseverança em construir a arca. Em outras palavras, aquela geração, já passível do castigo divino pelo caminho corrompido que levava sobre a terra, ao rejeitarem ou desacreditarem no juízo vindouro, não se arrependendo dos seus pecados, mas continuando a viver indiferentemente segundo suas paixões, ficariam de exemplo para a posteridade, pois seriam levados subitamente pelas águas do dilúvio, como serão aqueles que não forem achados vigilantes e desembaraçados dos cuidados desta vida quando da vinda do Senhor Jesus (cf. 1 Pe 3.20; 2 Pe 2.5). Concluída a construção da arca, restava apenas que Noé e seus familiares entrassem, assim como os animais que o Senhor desejava preservar para o novo mundo que surgiria após o dilúvio. Notemos que Noé não precisaria sair à caça desses animais – o que seria uma tarefa talvez até mais difícil do que a de construir a arca – pois o Senhor os traria até o patriarca e seus familiares para que os acomodassem no interior durante os sete dias imediatamente seguintes à conclusão da arca (cf. v. 4, 9; Gn 6.20). Notemos também que aqui se indica pela primeira vez a distinção entre animais limpos e impuros, e a necessidade de se conservá-los em maior número – sem dúvida em razão do culto prestado pelos patriarcas segundo o modelo divino ilustrado na oferta sacrificial de Abel, assim como em vista do uso posterior dos animais limpos como alimento pelos descendentes de Noé, já numa antecipação ao propósito de Deus de ensinar a santificação ao Seu povo. 

II – O FIM É CHEGADO (7.10-16) Terminado o prazo de sete dias designado para os arranjos finais, tem início uma grande inundação sobre a terra, quando então “se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram”. Nos primeiros dias da criação, quando a matéria ainda era um abismo de águas, o Todo-poderoso fez uma primeira separação entre águas e águas, criando uma expansão, que chamou de céus, e depois como que represou as águas abaixo dessa expansão para que aparecesse a terra seca, e pôs limites aos mares para que não tornassem cobrir a terra – como disse Pedro, “pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste” (2 Pe 3.5; cf. Pv 8.28-29; Jó 38.4-11). Agora, o que Deus estava fazendo era remover essas contenções, de modo que as águas, tanto contidas nas profundezas dos mares como acumuladas na expansão dos céus, voltassem a recobrir a terra, desfazendo assim toda a substância e como que devolvendo à matéria o seu estado original. É importante salientar que, havendo Noé e seus três filhos, sua mulher, as três mulheres de seus filhos, e todos os animais conforme sua espécie entrado na arca, o Senhor fechou a arca por fora, de modo que eles não pudessem mais sair enquanto o juízo não se consumasse sobre aquele mundo, nem ninguém do lado de fora entrar, caso o desejasse ou tentasse. É mais certo, contudo, como disse o próprio Jesus, que nenhum daqueles que ficaram do lado de fora da arca tenha se dado conta do dilúvio, senão tarde demais para intentarem qualquer forma de escape (Mt 24.14, 37-39, 42-44). 

III – A EXTENSÃO DA DESTRUIÇÃO CAUSADA PELO DILÚVIO (7.17-24) 

Pode-se perceber a magnitude da destruição causada pelas águas do dilúvio em comparação com qualquer outra inundação já noticiada na história pelo fato de o volume das águas ter aumentado tanto, ao longo dos quarenta dias e noites de chuva, que “todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos”. Mesmo não podendo afirmar que a topografia de então era a mesma do mundo pós-dilúvio – uma vez que muitos vales, cadeias de montanhas, etc. que hoje conhecemos devem sua formação a grandes inundações, se não ao próprio dilúvio – o texto permite afirmar que a terra já tinha suas planícies, vales e montes. Sabemos que esses diferentes tipos de terreno criam desníveis para a água, que tende a se acumular nos lugares mais profundos, mas aqui temos a descrição de uma inundação tão colossal que não apenas preencheu todas essas depressões, mas ultrapassou até os mais altos montes da terra (cf. Sl 104.5-9). Foi realmente uma destruição universal – e não uma inundação local, como querem alguns. E, visto como a terra se constituía de uma única massa, e não dos continentes e das ilhas que conhecemos hoje, é mais simples entender que, se as águas cobriram os cumes das montanhas, inevitavelmente cobriram toda a terra, dando ao planeta um aspecto semelhante ao que teve no princípio: sem forma, vazio e tudo o que se via era a face do abismo. Além disso, o propósito de Deus era destruir tudo o que havia no seco, do homem até os animais, de modo que Noé e sua família, e os animais que ele levou consigo na arca, se tornassem os únicos herdeiros do novo mundo que apareceria após as águas baixarem. Consideremos ainda que, passados os quarenta dias e quarenta noites de chuvas torrenciais, o dilúvio não havia terminado. A inundação havia chegado ao seu ápice, e toda a terra se encontrava submersa sob as águas; contudo, levaria um tempo ainda maior para que estas se escoassem e voltassem ao seu lugar de origem, e para que a face da terra seca pudesse novamente aparecer, ser avistada e, finalmente, aqueles que estavam na arca saírem e habitarem-na. O texto deste capítulo se encerra afirmando que as águas prevaleceram sobre a terra durante mais cento e cinquenta dias – período durante o qual a arca permaneceu à deriva, ora levada pela força dos ventos, ora flutuando sobre as águas na calmaria após a tormenta. 

CONCLUSÃO O dilúvio foi uma das primeiras prefigurações do juízo de Deus contra os ímpios e, como tal, ensina-nos importantes lições sobre o juízo a se realizar no último dia, do qual haverá também livramento para os santos e fiéis; a impossibilidade de os ímpios escaparem ao castigo, uma vez que todas as oportunidades de arrependimento e de se buscar refúgio em Deus terão se esgotado; e a preservação dos que se abrigaram na arca de salvação para um novo céu e uma nova terra. 


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