16 abril 2016

003-A justificação pela fé em Cristo - Romanos Parte 3ª [Pastor Afonso Chaves]12ABR2016

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Lição 3

A Justificação pela Fé em Cristo 

Texto Áureo: Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos profetas, isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. (Rm 3.21-22) 

Leitura Bíblica: Romanos 3.21-31 

Introdução 
Na aula passada, estudamos a depravação total do homem afastado de Deus e suas implicações práticas. Hoje, vamos examinar, na carta aos Romanos, a solução divina para essa terrível depravação. Veremos como a justiça de Deus se manifestou por meio de Cristo para assegurar a justificação pela fé a todos os que nEle crêem. 

I – A manifestação da justiça de Deus (3.21-26) 
A Lei e os profetas de Deus prenunciaram a vinda do Messias responsável pela remissão dos pecados do Seu povo (Is 53.4-6). No tempo determinado por Deus, Seu Primogênito se manifestou ao mundo a fim de cumprir perfeitamente a justiça da Lei, com uma obediência irrepreensível; aplacar a ira de Deus, por meio do Seu sacrifício vicário; e tornar-se o justo justificador de todo pecador que depositar sua fé nEle. Deus, com o objetivo de sustentar a retidão da Sua justiça e, ao mesmo tempo, perdoar o pecador, castigou o pecado dos homens com a morte de um substituto perfeito, pois não bastava para Deus perdoar o pecador e deixar o pecado completamente impune. Coube a Jesus Cristo, o Filho de Deus, ser esse substituto perfeito para sofrer pessoalmente o castigo dos nossos pecados, a fim de nos oferecer gratuitamente a Sua justiça por meio da fé (Jr 23.5 e 6). Seu sangue derramado na cruz do Calvário é a “moeda forte” para remir os pecadores da sua vã maneira de viver que por tradição herdaram de seus pais. A preciosidade do Seu sangue é suficiente para cobrir uma multidão de pecados e quitar uma montanha de débitos morais acumulados pelos homens ao longo de uma vida inteira de transgressão da Lei divina (Ef 1.3-14; Tt 3.3-7). 

II – A lei da fé exclui a jactância das obras da Lei (3.27-31) 
Os  judeus normalmente eram subjugados pelo orgulho, isto é pela jactância, oriunda de suas práticas religiosas. Eles se gabavam de conhecer a Lei e os profetas, entretanto, não eram fiéis em cumprir os preceitos definidos por ambos. Eles também se gabavam por serem descendência de Abraão, porém não viviam na mesma fé deste patriarca. Todo zelo religioso judeu em busca da justificação por meio das obras da Lei era contaminado pelo orgulho dos seus esforços. Sendo assim, houve a necessidade da manifestação da justificação por meio da fé para excluir o orgulho, porque ela, a fé, não está baseada no mérito humano, mas sim, no mérito do sacrifício de Cristo. Não podemos nos gabar da obra de Cristo como se fosse nosso mérito; devemos, na verdade, receber todos os Seus méritos e riquezas por meio da fé como uma preciosa herança (Gl 3.13-14; 5.6; Ef 2.11-16). 

III – Abraão, o patriarca da fé (4.1-25) 
Durante o período em que Abraão habitou a terra de Ur, sua vida era destituída da presença do Deus Todo-Poderoso. Mas, aprouve a Deus chamar Abraão do meio da sua parentela para possuir uma terra longínqua e desconhecida. Abraão simplesmente creu na voz de Deus e O obedeceu, levando consigo sua família e bens para peregrinar em busca da terra prometida. E não parou por aí, porque Abraão também creu na promessa divina de conceder-lhe uma descendência, mesmo sendo ele e sua mulher de avançada idade. Abraão não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara, mas sim, permaneceu confiando que Deus era poderoso para cumprir o que havia prometido. Por meio de fé maravilhosa, Abraão foi justificado diante de Deus e, por isso, foi chamado de “o amigo de Deus” (Gn 15.6Tg 2.23). 

Conclusão 
Os argumentos de Paulo deixam claro o meio proposto por Deus para justificar os pecadores: A fé no sacrifício de Cristo. Enquanto as religiões do mundo elaboram cultos e rituais, na tentativa de propor para Deus um meio plausível de reconciliação com o homem, o Evangelho de Cristo é a única proposta de Deus para reconciliar os homens conSigo. 

PARA USO DO PROFESSOR

AUTORIA
Comissão da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus Ministério Guaratinguetá-SP.

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Fundada em 29 março de 2009 por Moisés Moreira



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09 abril 2016

002-A Depravação Geral da Humanidade - Romanos Parte 2ª [Pastor Afonso Chaves]05ABR2016

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Lição 2
A Depravação Geral da Humanidade 

Texto Áureo: Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.11) 

Leitura Bíblica: Romanos 3.9-20 

Introdução 
Considerar cuidadosamente o que a Bíblia diz acerca da real condição dos homens e mulheres afastados de Deus é fundamental para compreendermos o real valor do Evangelho de Cristo. Descobrir a verdade sobre a humanidade pecadora à luz da Bíblia prepara o coração para descobrir a verdade sobre Jesus Cristo à luz da Bíblia. Portanto, nesta lição, vamos estudar a depravação geral em que se encontram todos quantos não creem no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. 

I – A idolatria e depravação dos gentios (1.18-32) 
A clara manifestação dos gloriosos atributos de Deus através da Sua criação oferece a todos os homens o conhecimento necessário para conscientiza-los acerca da existência de um Deus santo, justo e soberano. Entretanto, os homens não fazem caso dessa maravilhosa manifestação divina presente na criação e preferem seguir os desejos da sua carne, bem como o curso deste mundo tenebroso, ao invés de adorar ao único e verdadeiro Deus. Mortos em ofensas e pecados, como herdeiros da morte adâmica, os homens ignoram deliberadamente o seu próprio Criador a fim de adorar e servir à criação (Rm 5.12; Ef 2.1-3; Tt 3.3). Diante disso, o Senhor abandonou tanto homens quanto mulheres, para se entregarem às suas concupiscências, para desonrarem o seu corpo e afligirem a própria alma. O fascínio proporcionado pelo pecado arrasta multidões em busca de prazer imediato e fácil, porém, traz consigo as aflições de suas consequências amargas e a justa condenação daquele que é o Juiz de toda terra (Hb 3.7-13). 

II – A dureza do coração dos judeus (2.1-3.8) 
O povo judeu, além de contar com a revelação divina presente na criação como os gentios, conta também com a revelação da Lei conforme dada por Deus a Moisés. Os judeus tiveram o privilégio de ser o povo eleito por Deus para receber a revelação da sua Lei (Jo 5.39; Rm 3.1-2). No entanto, desprezam o fato de possuírem uma natureza terrena, inclinada para o pecado semelhantemente aos gentios, e, seguindo o orgulho religioso, proferem juízos contra os gentios sem considerar que comentem os mesmos pecados. Para sermos justos, não basta sabermos julgar os outros de acordo com os princípios da Lei, é preciso praticar a justiça (1 Jo 3.6-7). O Senhor, segundo a Sua justiça, recompensará a cada um conforme as suas obras, a saber: “vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra, e incorrupção; mas indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade. 

III – Todos estão debaixo do pecado (3.9-20) 
Judeus e gentios se encontram na mesma condição pecaminosa diante de Deus em virtude da natureza terrena de ambos. Todos os homens, desde Adão, se extraviaram da presença de Deus para cumprirem os desejos da carne. Destituídos do temor de Deus, praticam toda sorte de males e injustiças contra o seu semelhante, sem levar em conta o juízo final. Perante a perfeita Lei de Deus, todos os homens são indesculpáveis, portanto, são totalmente condenáveis por suas más obras. Ao considerarmos a indomável inclinação carnal do homem, compreendemos sua absoluta incompetência de se justificar por meio das obras da lei, visto que a lei fornece apenas o conhecimento do pecado, mas, por si só, ela não capacita o pecador a guarda-la (Rm 7.14). O homem natural jamais será capaz de guardar os mandamentos de Deus, mesmo se conhecer cada um dos seus preceitos, porque o desejo da carne sempre prevalecerá sobre a consciência cauterizada pelo engano do pecado.  

Conclusão 
A assustadora condição do homem escravizado pelo pecado aponta para a insubstituível intervenção divina para sua salvação. Visto que o homem é incapaz de se salvar em função da sua depravação, somente um Deus misericordioso e compassivo poderá oferecer uma solução eficaz para o seu problema. 

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Comissão da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus Ministério Guaratinguetá-SP.

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